quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Juquinha: O Pateta é você


Assim como uma criança que tem dificuldade de aceitar alguns fatos da vida, mesmo com toda a clareza que os mesmos possuem, Juquinha, o Pateta, também faz o mesmo, mas diferentemente de uma criança que conta consigo a doçura e a ignorância do saber, Juquinha possui um ranço demagógico enorme, travestido de uma falsa ética, sentado sobre o pedestal da moral. Ou seja, é um pateta mesmo!

Diz para todos que é torcedor dos gambás, mas a todo momento defende o time colorido. Neste momento, reclama diariamente sobre a unificação dos títulos. Não sei se é porque o time colorido deixou de ser o maior campeão nacional, ou porque agora o Palmeiras é o maior de todos, assim como o time santista.

A única tradução que posso ter disso tudo é a seguinte: Juquinha está morrendo de inveja!!!

Se for realmente torcedor dos gambás, possui inveja porque na época de ouro de de Santos e Palmeiras, o time do faz-me-rir era apenas um saco de pancadas.

Se for torcedor colorido, a inveja corre porque seu time deixou de ser "soberano" para transformar em terceira potência do estado, quarta do Brasil.

Para eu, que sou torcedor do Maior Campeão do Século XX, só posso desejar para você Juquinha, que não tenha inveja, pois a mesma pode retornar e cair em teu colo.

Só não fico irritado com o Juquinha, o Pateta, pela teimosia, porque a tendência de pessoas mais velhas é ficarem cada vez mais ranzinza e teimoso. Tudo isso é fruto de uma vida, é fruto de uma idade.

Peço desculpas ao Pateta, pois ter seu nome como adjetivo de um Juquinha não deve ser fácil. Me Perdoe!


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Obrigado Celso Roth, a vergonha é colorada


Final da partida do Palmeiras contra o Goiás. Vitória goiana.

Pra mim, foi o pior vexame do Palmeiras em todos os tempos, mais que a Série B, foi a derrota mais vexatória do ano.

Nada como um dia após o outro. O Internacional de Porto Alegre, comandado pelo Celso Roth, que quando dirigiu o Palmeiras era chamado de burro em todos os jogos, mesmo quando foi líder do campeonato, foi eliminado pelo "poderoso" Mazembe do Congo.

O futebol sempre apresenta surpresas e a zebra veio do lugar mais lógico, da África, mais especificamente do Congo.

Fico com pena do torcedor colorado, pois os gremistas vão "deitar o cabelo", cornetar, fazer o diabo, graças ao Kidiaba, goleiro do time congolês.

Celso Roth fez jus ao apelido que ganhou no Palestra, tirou durante o jogo o articulador do time, Tinga e o cara que era o mais perigoso do ataque, Rafael Sóbis. Incrível, mas faltou inteligência ao treinador.

Deixo aqui um #ChupaInter para os dirigentes colorados pela empáfia e um #ChupaImpren$a, pela babação de ovo por este timinho que de mérito mesmo, teve de eliminar os bambis da Libertadores.

Parabéns Celso Roth, a maior vergonha do ano caiu no teu colo. Te agradeço de coração!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Prefiro o Alex

Adriano, Ronaldinho Gaúcho...

Alex pode não ser tão perigoso na área quanto Adriano, mas faz os seus gols.

Alex pode não chamar tanta atenção na mídia quanto Ronaldinho Gaúcho, mas venderá muitas camisas pelo alviverde.

Infelizmente, sou apenas um torcedor, mas se pudesse escolher e decidir, preferiria muito mais o Alex, por tudo o que conquistou no Palmeiras, por tudo o que faz dentro de campo.

Alex possui um jeito caladão, não é midiático como Ronaldinho, por outro lado, não é frequentador da noite e dentro de campo, joga pelo time. É um craque que não foi valorizado pelo Felipão, que preferiu levar para a Copa do Mundo Edílson, Ricardinho e Kaká. E como o mundo dá voltas, Alex pode acabar indo para nosso inimigo, que tem em Carpegiani seu primeiro técnico no Coritiba.

Ver Alex com a camisa do São Paulo, será a mesma decepção de ver Ademir da Guia vestido com uniforme inimigo.

Enquanto isso, temos eleições em janeiro. Descrente de tudo isso.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Piada Indecorosa

Qual é o menor zoológico do mundo?

 R: A camisa do São Paulo, pois só cabe um viado.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A casa da mãe Joana é pintada de Verde

Pare tudo, pois está tudo desarrumado.

Minha cabeça possui várias ideias de textos, vários "projetos", mas nada segue uma linha, está tudo desarrumado, tanto em meu cérebro, quanto na Sociedade Esportiva Palmeiras.

Não vejo futuro. Sorte que não sou cartomante, pois senão morreria de fome. Se em 2009 o ano foi broxante, decepcionante e outros "ante" a mais, este ano que nome daremos?

Começamos com Muricy, que terminou o ano como campeão brasileiro, passamos por Antônio Carlos, Parraga e por último o mestre, Felipão.

Começamos com Cipullo e terminamos com Pescarmona.

Começamos com Belluzzo e talvez terminaremos com ele, mas com o Palaia mandando.

Teremos eleições em janeiro e a situação não consegue juntar os cacos para ter um candidato único e enfrentar o Tirone, conhecido como Pituca, discípulo do Rei do Kibe. Apesar que entre Palaia e Tirone, não sei quem pode ser pior, mas sei que Paulo Nobre representa algo novo, um algo que acreditamos que pertencia ao Belluzzo, mas que foi tragado pelo sistema vigente.

Torço para estar enganado, mas não vejo um futuro bom para o Palmeiras em 2011, mesmo contando neste momento com Kléber, Valdívia e Felipão. Na realidade, nem tenho certeza se este trio estará em 2011, ou se terminará o mesmo.

Desculpem a descrença, mas não quero iludir ninguém. Está tudo uma bagunça, não conseguimos resolver nossos problemas internos e temos que aguentar na mídia diretor palmeirense batendo boca com o representante da gambazada, mentindo sobre salários de jogadores e logo em seguida sendo desmentido pelos próprios jogadores.

O Palmeiras virou a casa da mãe Joana.

Pra terminar, minha mãe não se chama Joana, mas possui sua casa pintada de verde, como a camisa de 2008 . A minha também é verde, mais escura, como a camisa atual. Mas por aqui não reina a bagunça.

sábado, 27 de novembro de 2010

A Mala da Discórdia

Estes dias tem sido penosos por conta da eliminação da sulamericana. Não bastasse a dor pela eliminação, hora ou outra algum engraçadinho tem tentado tirar onda sobre o ocorrido. Só para esclarecer, todas as tirações de sarro foi na mais absoluta lealdade, nada de ofensivo, pura brincadeira saudável de torcedores.

Mas um assunto me inquieta: Uma suposta mala branca para a vitória do Palmeiras contra o Fluminense.

Depois do ocorrido contra o Goiás, não espero muito desde elenco não. Felipão tenho certeza que tirou o máximo que poderia dar, espremeu a laranja até o bagaço.

Para a partida contra o Fluminense, espero que o Palmeiras jogue o que jogou o ano inteiro, ou seja, nada. Não torcerei para ele perder , apesar que espero que aconteça, mas quero que jogue a porra do futebol mixuruca que desde o início do ano esse time me fez engolir. Assim, a derrota surgirá naturalmente.

Se por ventura o time jogar com vontade exacerbada, ficarei muito puto, pois toda essa boataria de mala branca será verdadeira, então terei de entender que toda a equipe é formada por um bando de mercenários, jogadores pré-pagos que não pensam na instituição e nem na torcida, apenas no próprio umbigo. Por conta de tudo isso, espero a derrota primeiro porque não jogaram assim contra o time goiano no meio de semana, o que já me deixou chateado e em segundo, que beneficiará diretamente nossos maiores rivais. Sei que já beneficiamos eles no passado, mas depois do vexame que este time me fez passar, ajudar a gambazada no ano do centenário, será a cereja do bolo para aqueles lixos. Não quero isso.

Assim, espero que todos, repito, todos os jogadores, joguem o futebolzinho que jogaram durante todo o ano, nada a mais do que isso, para me poupar de mais um vexame (até os leonores entregaram na rodada anterior) e não me dar o trabalho de amaldiçoá-los para o resto de suas carreiras.

Vale repetir: Joguem o mesmo futebolzinho mixuruca que me fez passar raiva durante todo o ano. Não quero nada a mais do que isso.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Rir para não chorar



PALMEIRAS JÁ

Aos Palmeirenses de todo o mundo,

Como é sabido por toda a massa alviverde, espalhada pelos quatro cantos do mundo, se
continuarmos no mesmo rumo atual, o nosso imortal Palmeiras se transformará num mero
coadjuvante do futebol brasileiro. Depois de décadas depositando nossa confiança irrestrita em
dirigentes, que com poucas exceções,deixaram de lado os verdadeiros interesses da nação
alviverde em prol de vaidades pessoais mesquinhas e disputas políticas que em
nada contribuem para o engrandecimento do Palmeiras, chegou a hora de dar um basta
definitivo.

PALMEIRAS JÁ!

Na realidade, não nos resta nenhuma outra saída. Nesse momento crucial para a história do
indiscutível Campeão do Século XX, do primeiro Campeão Mundial Interclubes e do único time
a ter a honra de vestir a camisa da Seleção Brasileira de futebol, urge convocar toda a massa
alviverde, a maravilhosa e sem igual torcida que canta e vibra e, numa segunda
Arrancada Heróica, retomar, com nossas próprias mãos, o rumo da construção do futuro
grandioso de uma verdadeira nação; aquela nascida e mantida, já faz quase um século,
pelos anseios e aspirações mais profundas de imigrantes que cruzaram oceanos para aqui
criarem a herança vitoriosa que cabe a nós, hoje, resgatar, proteger e honrar.

PALMEIRAS JÁ!

Assim, imbuídos e amparados pela mesma força e coragem que permitiram aos nossos
ancestrais, humildes “carcamanos”, desafiar a ordem vigente e lutar contra o preconceito e o
poder opressor, transformando a lealdade em padrão e construindo, com uma defesa que
ninguém passa e uma linha atacante cheia de raça, um legado vitorioso incomparável na história
do futebol brasileiro, vimos conclamar todos os palmeirenses, de todas as idades, de todos os
credos, de todas as cores, de todas as línguas e de todas inclinações políticas a unirem-se em
torno da bandeira de:

ELEIÇÕES DIRETAS PARA PRESIDENTE DO PALMEIRAS


PALMEIRAS JÁ

Que daqui para frente, todo mandatário da nação alviverde seja eleito por todos aqueles que
verdadeiramente provem, com a sua generosidade e paixão, o sustentáculo financeiro e amoroso
a Sociedade Esportiva Palmeiras, o TORCEDOR PALMEIRENSE!


Que daqui para frente, todo presidente do Palmeiras saiba que a sua legitimidade emana e se
ampara, única e exclusivamente, nos anseios e sonhos da torcida alviverde; e que a sua
missão de dirigente eleito se restringe a defender, honrar e implementar todos esses desejos de
vitória e glória da nação alviverde.

Que daqui para a frente, todo dirigente eleito saiba que a sua responsabilidade é honrar, manter
e ampliar a história de conquistas sem igual dessa nação alviverde.

E que todo dirigente eleito saiba que, caso o seu desempenho no cargo não esteja à altura
da tradição de excelência dessa nação, que essa mesma nação terá mecanismos legais de
removê-lo da liderança da sua pátria de chuteiras.

PALMEIRENSES, À LUTA. MÃOS À OBRA. VAMOS INICIAR AGORA A SEGUNDA 


ARRANCADA HERÓICA QUE NOS TRARÁ O BICAMPEONATO DE MELHOR 


TIME DO SÉCULO!


POR UM PALMEIRAS NOSSO, CAMPEÃO E UNIDO!


RUMO À VITÓRIA, SEMPRE!


PALMEIRAS MINHA VIDA É VOCÊ!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Dia difícil

É preciso seguir adiante.

Ainda estou com a "ressaca" de ontém, não tem como ser diferente. Para torcedores comuns, o que mais dói não é a derrota em si, mas o pós-jogo, as piadinhas dos amigos. Nego que nem gosta de futebol vem tirar onda.

Para este blogueiro o pior não são as piadinhas, mas o sentimento de derrota que assola a alma. Ver pelo Twitter e TV repórteres e "jornalistas" com um sorriso sarcástico no rosto. Bando de lixos! Não são profissionais, são torcedores remunerados.

Ainda estou perdido, mas este texto aqui me ajudou a compreender tudo.

Que pelo menos os títulares entreguem o jogo contra Flu e Cruzeiro. É o mínimo que espero do time neste ano.

Que venha 2012 e Felipão faça o limpa que a torcida deseja.

Vai Felipão.

Festa para rivais e invejosos


A desilusão é clara, para todos os palmeirenses. Poderia agora ser o profeta do inferno. Nosso ano terminou agora tão ou mais decepcionante que o ano passado. 

A imprensa convencional, tradicional, falida, torceu para o time goiano. O ranço que possuem contra o Palmeiras é evidente, demonstrado pelo ato dos palhaços e pelos depoimentos no twitter, como capturado na imagem acima.

Para todos os que torceram contra, desejo a todos esta bela noite, mais uma vez conseguiram.

Para os torcedores, será muito difícil dormir com mais esta decepção. Foi um ano perdido, na realidade mais um. Até quando?

Para a diretoria, não vale mais este aprendizado. Foram vários homens, presidentes, que tentaram em vão transformar uma massa letárgica em algo que trouxesse as glórias do passado de volta. Sei que o que se passou neste ano não se transformará em sabedoria, será apenas mais uma decepção. Não espero mais nada de voces, nem da próxima diretoria/presidente. Troca-se situação e oposição e é tudo igual, a piscina é mais importante.

Na realidade tenho dó do Marcos, Kléber e Valdívia, pois mereciam um futuro melhor.

Aproveitem rivais e imprensa maldita. Um dia o meu verdadeiro Palmeiras vai acordar e voltar a orgulhar o coração palmeirense. Assim eu espero.

domingo, 21 de novembro de 2010

Jingle do dia

Aqui tem um bando de porco, rindo de ti

 CÚrintia .... pra que eu quero esse Gordo, 

enfia no C***** CÚrintia \o/ \o/ \o/

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A História de um grande filho não termina, vive no coração de sua mãe

Tudo o que o Guerreiro Vitor tinha a dizer, foi publicado em alguns dos posts anteriores. Para facilitar toda a leitura de quem não acompanhou, farei num único post, os links para acompanharem de maneira mais cômoda sua história.

Este post de hoje, será todo dedicado para sua mãe, Viviani, uma mulher que admiro sem conhecê-la pessoalmente. Sua dedicação e perseverança foi impressionante. É a existência de pessoas como ela, que realmente faz a vida valer a pena.

"Relembrando os momentos de nossas vidas ao lado do Vitor.


Sempre levávamos o Vitor passear em Barra Bonita - SP desde que ele era ainda pequeno.  Lembro-me que a primeira vez foi em janeiro de 1996 e o Vitor tinha apenas três meses de vida.
Vitor sempre gostou muito de passear nesta cidade e nós também.


Em janeiro de 2008, quando o Vitor estava na cadeira de rodas e iria começar mais um ciclo de quimioterapia venal, resolvemos levá-lo para fazer este passeio pois era de sua vontade e havíamos combinado, antes do tumor voltar, que iríamos em janeiro.


Vitor e seu pai Carlos em Barra Bonita-SP
Tínhamos tudo para não ir, mas fomos. Nosso filho com câncer, numa cadeira de rodas, o que para outros podia parecer um obstáculo, para nós e para o Vitor não foi. Sem contar que ele iniciaria a quimioterapia na segunda-feira e nós fomos no sábado e voltamos somente no domingo a noite.


Foi realmente uma aventura cheia de muita emoção. Valeu a pena e hoje vendo as fotos deste dia, vejo que o Vitor estava feliz e curtiu cada momento do nosso passeio de férias em Barra Bonita – SP, mesmo estando em sua cadeira de rodas que, na época nem era a motorizada.


Fico pensando nas pessoas que tem tudo para aproveitar a vida e não a fazem.
Pessoas que tem o principal que é a saúde e podem se locomover com suas próprias pernas, mas passam a vida inerte, isto é, sem se mexer. Não fazem nada para si e nem para as pessoas que a rodeiam.


Uma pescaria, um passeio para uma cidade próxima, não custa caro e faz tão bem aos nossos filhos e a nós também. Não é preciso viajar para o exterior ou outras cidades de nosso próprio país para ensinarmos aos nossos filhos sobre culturas diferentes, isso eles aprendem sem sair de casa, lendo livros, pesquisando na internet e nas escolas. Mas é preciso passear com nossos filhos, passeios curtos ou demorados, isto não importa, em cidades próximas ou distantes, ou mesmo em nossa própria cidade. O importante é estamos juntos de corpo e alma, procurando fazer de cada passeio um momento único e inesquecível em nossas vidas, pois são nesses passeios que a família fica mais próxima e, os pais podem dar mais atenção aos seus filhos, aumentando assim o vínculo familiar.


Temos que pensar que aquele dia não irá voltar mais e que não teremos outra oportunidade igualzinha aquela, pois mesmo que retornemos aos mesmos lugares, com as mesmas pessoas, as situações jamais serão iguais. Cada momento é único e isso precisamos saber para que façamos tudo com muito amor e carinho, alegrar os que estão em nossa volta, para alegrar nossos filhos e também a nós mesmos.


Vitor e sua família almoçando na casa de seus amigos Roberto e Amália
Voltando a falar do passeio que fizemos em Barra Bonita – SP em janeiro de 2008.
Nós não fomos com a intenção de dormir lá, pois nem levamos roupas para isto. Tinha somente levado roupas suficiente para o Vitor e para a Vivian, pois sempre tive o costume de levar trocas de roupas para as crianças quando saiamos a passeio, independente da distância, isto antes mesmo do Vitor adoecer.


Acho que quem tem filhos deve estar sempre prevenido, caso o tempo mude ou se as crianças vão se sujar ou derrubar aquele sorvete delicioso em suas roupas ou mesmo refrigerante e, então, sem estresse. É só trocar e voltar a se divertir, não é mesmo! Os meninos não ligam tanto quando isto acontece, já as meninas se incomodam em ficarem com suas lindas roupinhas sujas ou mesmo molhadas, experiência própria! Mas há exceções é claro. De qualquer modo é bom prevenir do que ficar brigando com as crianças para não se sujarem ou mesmo para não derrubarem sorvete na roupa nova, isto nada a ver não é mesmo! Como diz minha filha Vivian: “Mãe deixa eu ser feliz”. E é isso mesmo, criança precisa brincar, se sujar, se lambuzar e acima de tudo, ser feliz. O Vitor era uma criança muito feliz, podem ter certeza disso!


Lembro-me que quando ele a e Vivian eram menores, eles brincavam na terra, no barro na casa de minha mãe e se encardiam, depois eu deixava seus pezinhos de molho numa bacia com água e sabão em pó Omo, para que assim se limpassem de tão encardidos que ficavam. Pediatras de plantão, isto pode? Obs:- Eram só os pés, OK! Eles adoravam.


Uma dica, que tal inventarem um sabonete líquido que tire o encardido de terra dos pezinhos dos nossos anjinhos. Não é uma boa idéia?


Vitor ao lado do Roberto segurando seu presente
Pensei que esta seria a última viagem que fazíamos em Barra Bonita – SP com nosso filho Vitor, mas não foi. Em julho deste mesmo ano (2008), voltamos novamente com ele para mais um passeio e desta vez ele já estava com sua cadeira de rodas motorizada e, devido ao tratamento de quimioterapia e a sua doença, Vitor estava mais cansado e tomava mais remédios. Tenho para mim que ele sentia dores nesta época, só que não reclamava. Este foi nosso passeio de despedida com o Vitor e desta vez ficamos na casa dos amigos Roberto e Amália que, o conhecemos em razão do Vitor ter comprado o  quadro de argila do peixe Cachara, na banca deles em nossa viagem de janeiro 2008.    


Vitor caiu de sua cadeira de rodas motorizada neste passeio, mas por sorte não se machucou. Quem viu foi o Carlos, Roberto e a Vivian que estavam passeando com ele numa praça próximo da casa do Roberto, isto num domingo antes do jogo do Palmeiras.


Lembro-me que o Vitor quis assistir o jogo do Palmeiras pra só depois viajarmos para nossa cidade e, assim, esperamos acabar o jogo para podermos retornar para Cerqueira César – SP.


Vivian, Carlos e Vitor
Não foi um passeio legal desta vez, pois o Vitor não pescou os peixes que tanto queria; Neste dia ventou muito e, assim, não estava bom para pescaria, isto sem contar que o Vitor não se sentia muito bem e nós estávamos muito preocupados com ele e com o tratamento que não parecia estar resolvendo.


Nem sei como tivemos tanta força para procurar fazer suas vontades e distraí-lo para passar o tempo e procurar mostrar a ele que poderia fazer ainda muitas coisas das quais gostava, como por exemplo: pescar.      


Talvez muitos de vocês se perguntem o que faz uma mãe ficar escrevendo sobre seu filho que já não está mais aqui. Pois para aqueles que não conseguem ainda entender a dimensão do meu amor e do Carlos pelo nosso filho Vitor que partiu, eu lhes digo: Nossa intenção é que nossa história mais a história do Vitor, possa ajudar muitas pessoas a refletir mais sobre suas vidas e procurarem dar mais valor a ela, a sua família, a seus filhos, aos seus amigos e, também, a ter mais aceitação e amor ao próximo!  


Não queremos que tudo o que vivemos ao lado do nosso filho Vitor que, partiu antes mesmo de completar seus 13 anos e, também de tudo o que ele passou antes de partir enfrentando a doença, seja esquecido. Enquanto ele for lembrado, ele permanecerá vivo em nossos corações e se fará presente em nossas vidas. Hoje sei que seu sofrimento e o nosso não foi em vão, pois através da divulgação de sua história real, ele tem ajudado muitas pessoas e mudou a vida delas para melhor, isto tenho certeza, um exemplo disto são as mensagens que chegam para nós pelos e-mails e nas caixas de comentários de sua historinha no site www.saudadeeadeus.com.br, o qual foi o primeiro que divulgou sua história.


Lembro-me que dois dias antes do Vitor partir, ele me falou que rezava para quem fosse do mau, virasse do bem e que ele gostaria de ajudar as pessoas. Hoje vejo o desejo de meu filho sendo realizado, através da divulgação de sua história, do exemplo de vida que ele deixou.


Apesar de estar sendo muito difícil para nós darmos continuidade na história de nosso filho Vitor, tenho feito o possível para falar dos momentos que vivemos com tamanha dor em nossos corações e em outros momentos tão divertidos e alegres que vivemos ao seu lado. A saudade nos toma conta e, revendo suas fotos, meu Deus! Que vontade de abraçá-lo, beijá-lo e até mesmo de pegá-lo no colo.


Mas a vida segue em frente e, às vezes, penso que todos se esqueceram que eu e o Carlos perdemos um de nossos tesouros que foi o Vitor, embora saiba que nossos familiares e amigos talvez não queiram tocar no assunto para não nos fazer sofrer. 


Me perdoem se com estes relatos, faço correr lágrimas dos olhos das pessoas que tanto amo e que me ama também, só peço que me entendam pois infelizmente nada no mundo poderá fazer com que eu me esqueça de meu filho Vitor e do quanto ele foi, é e sempre será importante em minha vida e também na vida de outras pessoas.


Vou colocar alguns comentários postados, dentre os muitos, para que vocês tenham noção da importância da história de nosso filho Vitor estar sendo divulgada. Se vocês quiserem ver mais, é só acessar o site acima e conferirem esses e outros comentários de pessoas que leram a história dele."

Alguns dos comentários recebidos por Carlos e Viviani, pais do Guerreiro Vitor:

  Antonio Celso http://www.saudadeeadeus.com.br/depoimento01.htm  
Viviani e Amaral, como o próprio guerreiro Vitor disse: "Minha história ainda não terminou, tem mais ainda só que ainda não escrevi, em breve continuarei". O guerreiro simplesmente trocou a "armadura" que estava gasta e desconfortável, e substituiu por uma nova vestimenta, limpa, leve e muito mais agradável. O guerreiro Vitor simplesmente está em uma outra dimensão, invisível aos olhos da carne. Até porque “os mortos são os invisíveis, não os ausentes". Viviani e Amaral vocês foram agraciados com o maior empréstimo que o Senhor dos Mundos pode conceder à criatura humana. Lhes desejo muita fé, muita força, muita paz e muitas felicidades. O guerreiro continua a sua história!!!!!!!!!



  Nanci-silva http://www.saudadeeadeus.com.br/depoimento01.htm  
O guerreiro Vitor continua sua história ao lado do senhor, que papel mais importante!!!! E tão difícil para nós os pais que ficamos aqui, tenho dois filhos e a partir desse momento espero mudar, ser mais amável e compreensiva pois sou sozinha meu marido fica em São Paulo e as crianças me dão muito trabalho. Era o que eu estava precisando para saber que em minha casa está tudo certo, e que devo agradecer todos os dias porque graças a DEUS meus filhos nem ficam doentes são apenas crianças sapequinhas. Muito obrigada por ter me dado essa oportunidade de estar mudando em relação a eles para mim a história da vida de Vitor serve como aprendizado. Desejo aos pais muita luz, muita fé, paz e felicidades.


  Helena Noering http://www.saudadeeadeus.com.br/depoimento01.htm  
Adorei as histórias do seu filho, me lembra muito eu mesma quando era pequena escrevendo no meu diário kkkkk
Eu sei que nada no mundo vai amenizar a dor que vocês estão sentindo... Eu perdi meu padrinho a um bom tempo atrás, quando ainda era criança. Eu era realmente muito próxima dele. Sabe aquelas pessoas que simplesmente não tem como odiar, de tão legais que elas são? Ele sem dúvida tornou a minha infância muito mais mágica. Quando ele morreu, foi como se a minha infância tivesse morrido. Neste exato momento eu virei adolescente.
Agora, com 19 anos, já aprendi a lidar com a dor, mas sinto muitas saudades dele. A cada conquista, fico pensando: "nossa, eu queria que o Lars visse, ele ia ficar tão orgulhoso!".
Acredito que a gente nunca "sara" de verdade. A forma que encontrei de lidar com a perda foi "um dia, quando chegar a minha hora, eu vou poder ver ele de novo, e vou poder passar com ele toda uma eternidade". Façam o melhor que puderem de suas vidas, ajudem os que precisam, para ter um lugar ao lado do seu filho no céu, e assim ficar com ele por toda a eternidade. Acreditem que o momento de agora é apenas uma separação periódica, que ele foi um garoto muito bom, por isso já foi tão cedo para o céu...
Abraços, Helena.



  Erica http://www.saudadeeadeus.com.br/depoimento01.htm  
Não tenho nem palavras....
Pois nós que somos adultos nos entregamos a qualquer problema e muitas vezes achamos que o nosso é maior do que os dos outros!
A história do Vitor é uma verdadeira lição de vida para todas as pessoas independente da idade!
Pais do Vitor se sintam escolhidos por ele pois não importa onde ele esteja e sim que ele é e sempre será de vocês.


  Silvia http://www.saudadeeadeus.com.br/depoimento01.htm  
oi Viviani, as vezes quando estou sem forças para continuar minha trajetória, procuro no computador fontes de força e mais uma vez me carreguei,lendo esta bela e forte historia de vida do Vitor, eu também perdi minha filha e as vezes as forças se acabam, mas é só olhar para o lado que encontramos pessoas que tiveram a mesma dor, muito obrigado por ter essa coragem de compartilhar sua vida,muita força para vocês.


  Lilian http://www.saudadeeadeus.com.br/depoimento01.htm  
História linda e emocionante de um lutador que passou por tudo isso, mas cumpriu sua missão na terra de ensinar a muitos a nunca desistir e sempre lutar e também me mostrar que apesar dos problemas, temos que dar valor á vida, ao invés de reclamarmos, temos que agradecer a Deus por tudo que temos.E, assim como ele foi um guerreiro,também teve pais maravilhosos que sempre estiveram ao seu lado lutando junto,tenho certeza que hoje ele lá do céu, está sempre iluminando a vida de vocês Viviani e Amaral.
Um beijo



  Victor Hugo http://www.saudadeeadeus.com.br/depoimento01.htm  
Nossa... eu sou uma pedra no sentido emocional. Mas o que esse garoto passou em relato que ele mesmo escreveu, onde se vê maturidade, e ao lado a inocência de uma criança. Me emocionou como eu nunca tinha emocionado, me tirou muitas lagrimas, e também muito orgulho deste pequeno grande homem. Sem nem sequer ter o conhecido, ele me ensinou muito hoje.



  Rafaeldanzi http://www.saudadeeadeus.com.br/depoimento01.htm  
Obrigado Vitor! Por me dar a oportunidade de ler a sua história, e com base nela, lutar para realizar os meus sonhos, assim como você lutou e mostrou a sua honra e o seu espírito guerrilheiro! (Agradecimento aos pais, por ter sido os responsáveis por gerar esse espírito iluminado e ao Vítor, que pode não estar lendo, mas todo o nosso afeto está se refletindo nele.)


  Lucianomelias http://www.saudadeeadeus.com.br/depoimento01.htm  
É incrível aprender a lição de uma vida inteira, através da história de um menino de apenas 12 anos.
Abençoado anjo iluminado que, com apenas 12 anos, trouxe tanta força e sabedoria à todos em sua volta !!!
Um grande beijo nos corações de seus familiares !!!
Tenhamos sempre a certeza de que nada escapa à mão do PAI criador !!!


  Jessica http://www.saudadeeadeus.com.br/depoimento01.htm  
Nossa que história emocionante. Obrigado por me proporcionar nesses momentos que li este longo texto, muita reflexão e força pra que jamais desista de meus sonhos . Me interessei ainda mais quando vi que ele nasceu em Avaré - SP, pois moro praticamente do lado, cidade de Itaí - SP .
Realmente ele é um grande exemplo de vida !


  Thiago Monteiro http://www.saudadeeadeus.com.br/depoimento01.htm  
São nesses momentos em que eu, uma pessoa saudável, por mais que negue, não dou o valor que a minha vida merece. Com a idade do Vitor, eu não enfrentava nenhum problema grande e muitas vezes pensei em me matar... e hoje, li a história dele e vi na inocência representada por ele, uma força de um guerreiro, a sabedoria de um sábio, a experiência de um ancião e a bondade de um anjo. Com toda certeza essa história me fará repensar em sobre como me viro com meus problemas que comparados ao dele são probleminhas, mas que admito que não tenho a força de vontade que ele possui.
Sinto muito aos pais, a perda na forma física desse anjo, mas tenho certeza que na forma espiritual ele sempre estará com vocês. Na pequena passagem que ele teve na terra, já mudou várias vidas, e a minha se inclui, passarei a dar maior valor a tudo o que tenho, a que enfrento e ao que conquisto.
Vitor, um exemplo de força de vontade.


  Isis_miller_ http://www.saudadeeadeus.com.br/depoimento01.htm  
cada um tem seu papel aqui na terra e, o Vitor tão pequeno fez o dele com essa historia que deixou, fez mostrar o quanto é importante darmos valor a nossa vida,pedimos muitas coisas a Deus mas nunca agradecemos pelo o melhor que ele nos deu, que é o Don da vida e Vitor veio nos mostrar isso. Deus já está olhando por vocês e tenho certeza que o Vitor está num lugar melhor,do que nessa vida sofredora.
Continuem passando essa mensagem porque é linda e o mundo merece saber o que é a vida.


Fabiana Piassi - http://www.saudadeeadeus.com.br/depoimento01.htm  
Não sei nem o que dizer, apenas digo que sei qual é o sentimento nesse momento pois assim como Vitor,meu pai também tem Câncer, mas da mesma forma que o Vitor meu pai também tem toda sua família ao seu lado...
Não tenho duvidas que hoje Vitor é uma das estrelas mais brilhantes do Céu..
Vitor obrigada pela história, pois ela nos ensina muitas coisas como por exemplo a nunca desistir.
Fabiana Carla Piassi, Jundiaí- São Paulo


domingo, 14 de novembro de 2010

sábado, 13 de novembro de 2010

Tem de pendrer o pilantra

Um roubo, um escárnio. Sandro Meira Ricci, é o nome do safado que deveria apanhar demais depois da partida. Pena que isso não irá ocorrer, uma pena, pois deveria levar um cacete bem dado, não para aprender, pois ele sabe que o que faz, mas para abandonar a profissão.

O safado está pleiteando o escudo da FIFA. Com os serviços prestados na noite de hoje, ele irá conseguir. Será realmente o discípulo do Simon. Como já disse o Belluzzo, tem de dar um pau.

O que falta de malandragem e jogo de bastidores ao Palmeiras, sobram para o nosso rival. Depois de conquistarem o roubrasileirão-05, os lixos, vulgo gambás, aliados com o presidente da casa bandida, estão tentando de todas as formas ganharem uma "merda" de título no ano do centenário.

Sou partidário que o Palmeiras entregue os últimos jogos contra Cruzeiro e Fluminense, sendo que para o fluflu, que seja de goleada, para ajudar a descontar a vantagem gambá no saldo de gols e gols pró.

Se a gambazada conseguir vencer este campeonato, dará um grande passo para que eu goste cada vez menos do esporte do povo. Infelizmente...

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Satisfaction is Green

Alegria, alegria, torcida alviverde. Pura satisfação.

Fui abatido por um sentimento saudosista, nostálgico. Parece-me que retrocedi ao ano de 1998, onde vencemos a extinta Mercosul, que serviu de estágio para a conquista da Libertadores-99. Não tem como pensar diferente, o técnico é o mesmo, a camisa é a mesma e o estilo aguerrido também. Que delícia de sentimento.

Poderia enviar os meus #chupas para Milton Leite e Noriega, principalmente Noriega, que viu um penalti que não existiu no jogo em MG e na bola que bateu no braço do jogador do patético, ele disse que bateu na cabeça do jogador do time zebrado. Sempre brigando com as imagens.

Poderia enviar um #chupa para um certo craque, que hoje no programa da Band poderia ter sido direto e criticar o Felipão, mas preferiu jogar as indiretas, elogiando Ney Franco.

Poderia fazer tudo isso, mas prefiro este sentimento mais nobre, de satisfação pelo meu time, que quando a arbitragem não prejudica, conseguimos buscar os resultados.

A partir de agora, devemos preservar o Valdívia para a final. Deixe o chileno tranquilo, sossegado, para curar essa porra de contusão, ou seja lá o que for. Colocar um time misto no brasileiro é o mínimo que espero de quem comanda o time. Que se dane os times que estão pra cair e os que brigam pelo título no Brasileiro. Não quero saber!

Em meio a tanta alegria, tenho de aturar o Marcelo Barreto, vulgo filho do Didi, ficar fazendo piadinha sobre a fibrose do Valdívia. Não sei o que se passa realmente, mas espero que resolvam isso. Detesto que deem alimento para os abutres/palhaços da impren$inha.

Agora, não quero saber destes problemas, nem sobre os torcedores que estavam com os ingressos nas mãos e não conseguiu entrar no estádio. De coração, torço para que estes torcedores busquem seus direitos para ver se algum dia acabe com este tipo de problema.

Delícia de noite. Melhor que esta com sentimento de dever cumprido, somente com a do sabor do título. Hoje, posso dormir em paz.

Patético mineiro: Durmam com este barulho!

Antes de finalizar o post, gostaria de desejar os meus parabéns atrasados para o aniversário de nosso grande treinador. Somente ele poderia dar jeito neste time, mesmo com toda a turbulência política. Parabéns Felipão!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A História de um Guerreiro de 12 Anos - As estrelas agradecem

Neste trecho, chega-se ao final da história do guerreiro Vítor. Hoje abandonei o script História + Depoimento da mãe e deixarei apenas a história do garoto.

O motivo que tomei esta decisão, inclusive sem combinar com seu pai Carlos, é para valorizar num único post, o depoimento de sua mãe Viviani, uma mãe espetacular, fora de série, além dos depoimentos que receberam na publicação de no site Saudades e Adeus.

Todo o aprendizado que recebemos no decorrer de nossa vida, deve ser valorizado. Partindo de uma criança então, a valorização é bem maior, pois o sentimento é puro.

Sobre o título da postagem, não tenho dúvidas que Vitor, o guerreiro palmeirense, deixou de brilhar junto a  nós, para passar sua luz lá de cima, iluminando a todos.


"Eu, em Botucatu, Fazendo Quimioterapia (Continuação...)


Voltei para Botucatu no dia 05 de maio a fim de realizar mais uma sessão de quimioterapia, ou seja, iria fazer mais quatro sessões por mês. Como esta nova quimioterapia era mais forte do que as outras, pois eu estava passando muito mal, a Dra. Lied resolveu fazer apenas três sessões.  Como sempre, comecei a passar mal, tinha vômitos, tremores, fraqueza e meu xixi não estava mais saindo normalmente. Como fiquei desidratado de tanto vomitar e não me alimentar direito, as veias dos meus braços e de minhas mãos sumiram, ou seja, as enfermeiras Bianca, “Léo”, Vandinha, Valéria e “Chico” não conseguiam pegá-las para eu continuar as sessões de quimioterapia. Foi necessário então pegar veias dos meus pés. Fiquei com os braços e as mãos cheias de picadas e roxas pelas agulhadas que levei. Foi difícil terminar esta sessão de quimioterapia. No último dia, a Dra. Lied pediu para a Bianca e um outro enfermeiro, passar uma sonda no meu pipi para que eu pudesse fazer xixi, porque eu estava com um “bexigão”, ou seja, minha barriga estava estufada.


Após, fomos embora para casa. Não foi fácil acostumar com a sonda, pois tinha que estar com ela dia e noite e, de vez em quando, tinha que esvaziar a bolsa. Comecei a ficar com febre que chegou a 40 graus, e também tive tremores pelo corpo todo. No dias das mães, o médico da Argentina, Dr. Elias Mateus e sua esposa,  estiveram em minha casa para uma nova consulta e, após me consultar, deixou mais remédios de homeopatia.


No dia seguinte, como estava passando mal, com febre alta e tremedeiras pelo corpo, veio em minha casa, na parte da manhã, uma enfermeira que trabalha no laboratório de minha tia “Léia” e colheu meu sangue para fazer exames. A tarde saiu o resultado, e então foi constatado que minha defesa estava muito baixa. No dia seguinte, ou seja, dia 12 de maio fui parar novamente no hospital de Botucatu, onde a Dra. Lied já me esperava para mais uma internação, e lá comecei a tomar antibióticos, pois estava novamente com infecção.


Foi colhido mais sangue meu para verificar que tipo de bactéria eu tinha. Após, o exame constou que eu estava com infecção no sangue pelo corpo todo. Novamente uma nova infecção das “brava”, comecei a inchar, inchei tanto que meu saquinho parecia uma bexiga cheia , não comia quase nada, fiquei muito fraco, dormia quase o dia todo e tomava muitos remédios, tanto pela boca, como pela veia. Tomei sangue, plaquetas e soro a vontade. Ficava dia e noite deitado, tomava banho na cama e quase não falava, pois tinha muito sono. Tive várias picadas nos braços e mãos para retirada de meu sangue e para receber medicamentos, às vezes minhas veias cansavam e ficavam roxas e doloridas.  As enfermeiras não mais conseguiam achar veias boas em minhas mãos e braços e, então, comecei a tomar soro e medicamentos nas veias de meus pés. Algumas veias de meus pés também cansaram e também ficaram roxas. Já estava ficando difícil achar veias pelo meu corpo. As enfermeiras de lá, ou seja, da enfermaria da pediatria eram todas legais, pois me tratavam com muito carinho. Lá vendi alguns de meus livrinhos.


Uma médica de nome Paula que lá trabalha, comprou para mim um queijo fresco, uma barra de chocolate e um saquinho de cereal de chocolate para eu comer, essa médica era muito legal para mim, me tratava com muito carinho.


A psicóloga de nome Maria Izabel que também lá trabalha, sempre ia me visitar, pois ela gosta muito de mim e eu dela. Já faz tempo que ela acompanha o meu tratamento e sempre me dando forças para continuar a luta. Também vendi para ela um livrinho meu.


Não foi fácil ficar internado desta vez, pois tive que ficar deitado o tempo todo. Meu passa-tempo era assistir televisão. Recebi muitas visitas quando estava internado, lá estiveram minhas tias Ana Lúcia, Luciana e Vânia, meus tios “Beto”, Zézito e Marcel, meus primos Mateus, Murilo, Daniel e Ana Amélia. Também estiveram lá meus avós José e Maria, Vanderlei, Vera, Vilma e Tiago também foram me visitar.  Minha mãe me visitou todos os dias, e ficou comigo duas noites. Meu pai e uma enfermeira de nome Nivia que lá trabalha, foram convidados por um casal (João e Silvana) para que fossem padrinhos de batizado de seu filho André de apenas quatro meses, que lá estava internado por cirrose hepática.


Não fui ao batizado, pois, como já tinha permissão para deixar o quarto, nessa hora eu estava na escolinha de informática de lá, mas sei que o batizado foi feito por um padre e foi realizado no quarto em que André estava internado. Os médicos das dores, Drs. José Pedro e André também iam me consultar todos os dias, e também iam nutricionistas, fisioterapeutas e médicos plantonistas. Um fato muito engraçado aconteceu comigo quando lá estive internado, pois um médico radiologista que disse ser corintiano foi até meu quarto, perguntou se eu me chamava Vitor, perguntou também que time eu torcia, e eu disse a ele que era palmeirense e, então, ele disse brincando que só ia realizar aquele exame de encéfalo em mim porque eu era palmeirense. Como eu estava meio sonolento, ele perguntou para minha mãe se eu tinha tido convulsão, e, minha mãe disse que não, e ficou sem entender nada, até mesmo a enfermeira Nivia que estava trocando meu soro naquela hora, não notou que o exame estava sendo feito na pessoa errada, ou seja, o Vitor que iria fazer aquele exame não era eu, e sim um outro Vitor que também lá estava internado, em outro quarto. O exame foi feito em mim por uma máquina, ele colocou vários fios em minha cabeça. No final de tudo, não ficamos sabendo do resultado, é mole.


Minha avó Maria, mãe do meu pai, recebeu noticia do médico do hospital de Botucatu, que iria ser internada na terça-feira, ou seja, no dia 14 de maio para ser operada no dia seguinte. Meu pai me disse que minha avó ia ser operada de chagas no intestino. Meu pai me contou também que chagas é uma doença que as pessoas que moravam em sítios, em casas de madeira ou de barro, eram picadas por um bicho de nome barbeiro, que transmitia essa doença (chagas). Fiquei sabendo que minha avó tinha feito a cirurgia que demorou horas, e não passou bem na cirurgia, pois demorou para se recuperar.


No dia 20 de maio, como eu já estava bem melhor, recebi alta e voltei para minha casa, mas minha avó ficou lá se recuperando. Após alguns dias ela teve complicações, e novamente teve que fazer uma nova cirurgia, agora de emergência. Minha avó ficou de coma induzido, pois teve uma infecção generalizada.  Ela ainda passou por uma terceira cirurgia devido a uma nova complicação e, após, foi transferida para a UTI daquele hospital, onde ficou em recuperação.


Dia 3 de junho, voltei com meus pais e minha irmã para o hospital de Botucatu para retorno com a Dra. Lied que, após me consultar, disse que iria mandar um enfermeiro tirar minha sonda para ver se eu conseguia fazer xixi normalmente. Foi o enfermeiro “Chico” que tirou minha sonda e, após, voltamos para nossa casa. Como é gostoso ficar sem a sonda. Graças a Deus, aos poucos, comecei a fazer xixi normalmente. Minhas pernas continuam repuxando sem eu querer, não dói, mas me incomoda, e tomo remédio para isso, mas ele não faz muito efeito. Não sinto nenhuma dor, aos poucos vou voltando ao normal. Passeio com minha cadeira de roda em vários lugares desta cidade. Vou sozinho até a casa de minha avó, mãe da minha mãe.


Almoçando no Shopping
Dia 11 de junho fomos até Bauru onde fiz uma nova ressonância, onde ficou constatado que o tumor tinha diminuído, ficamos felizes e aproveitamos para almoçar no Shopping. Parei de tomar morfina no dia 12, pois graças a Deus eu não estava mais sentindo dores, e também parei de tomar o Decadron, Omeprazol e Humectol D.


Resolvi criar codornas num viveiro que meu avô tinha em seu quintal. Comprei quatro codornas a R$ 2,50 cada, com o dinheiro que eu ganhava com as vendas de meu livrinho. Comprei também o bebedouro e ração para elas. Eu fiquei responsável de cuidar das codornas, mas os dias estavam muitos frios nesta época e, como eu acordava muito tarde, meu avô achou melhor me dar o viveiro de presente para mim e, então, meu pai, meu avô, meu tio Ismael e o amigo do meu pai que tem uma camioneta e que se chama “Índio”, trouxeram o viveiro até minha casa e ele foi colocado no fundo do meu quintal com as minhas quatro codornas. Como o viveiro era grande, meu pai então comprou mais codornas, elas começaram a botar.


Dia 18 de junho retornei ao Hospital de Botucatu para a Dra. Leid me examinar e, como eu tinha ficado muito ruim com a última quimioterapia, ela disse que eu iria fazer esta nova quimioterapia via oral, com comprimidos, e então me passou sete comprimidos de nome Vepesid, eram enormes, pareciam ovos de codorna, só faltavam as pintinhas pretas. Comecei a tomar tais comprimidos no dia 23 e era um por dia, eu tomava a noite antes de dormir. Os comprimidos me deixavam com o estomago ruim e sem fome, às vezes eu vomitava um pouco.


Ganhei um computador usado de uma empresa de São Paulo, de nome Rochtief, a qual meu pai tinha há tempos mandado um e-mail pedindo um computador para mim. Eles trouxeram o computador em minha casa e, como eu já tinha um computador, este ficou para minha irmã Vivian.


Dia 11 de julho, novamente o médico da Argentina e sua esposa estiveram em minha casa, ele me consultou e deixou mais remédios parar eu tomar, disse que meu tratamento estava indo bem e que era para eu continuar.


Vivian, Vítor e juliana, funcionária do CDI
Meus pais me levaram na cidade de Bauru fazer uma nova ressonância magnética (Craniana e Cervical) e levamos a Patrícia que trabalha em casa, junto, pois ela nunca tinha ido para Bauru, fiz a ressonância no CDI, e depois fomos para o Shopping passear e, em seguida, assistimos um filme super legal em um dos cinemas do Shopping, e depois fomos até o McDonalds comer um lanche e, como já era noite, voltamos para nossa cidade. Apesar de fazer a ressonância, foi uma viagem legal, pois divertimos muito.


Minha história ainda não terminou, tem mais ainda, só que ainda não escrevi.


Em breve continuarei!" (Esta foi a última parte da emocionante história de Vitor, pois, depois disso, ele não conseguiu mais escrever)


Cerqueira César - SP, agosto de 2008.       
Vitor Lovison do Amaral. 

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Depoimento dos Pais de Vitor

"...Nascemos para transformar um pedacinho do mundo em que vivemos.


Com certeza, nosso filho Vitor fez a sua parte, pois um filho é complemento, uma benção, uma jóia preciosa, não destruição de sonhos.


Desejamos a todos que tiveram a oportunidade de ler a história do nosso filho Vitor, muita saúde, amor, união, paz e muita fé!  Viviani e Amaral.


Obs.: No dia 31/12/2008, ficamos sabendo através da Dra. Lied, para nossa alegria que, o remédio quimioterápico de nome Temodal, o qual o Vitor fez uso, agora é distribuído de forma gratuita na UNESP de Botucatu - SP, para pacientes que tem o mesmo tipo de tumor que o Vitor tinha, ou seja, no sistema nervoso central."

domingo, 7 de novembro de 2010

Considerações da Rodada

Numa rodada em que esperava gambás e bambis morrerem abraçados, a bambizada abre as pernas e deixa os gambás enfiarem duas bolas em seu goleiro.

Vi uma divergência de opiniões sobre o restante dos jogos do alviverde. De acordo com o blogue Forza, o Palmeiras deve entregar os jogos para Fluminense e Cruzeiro, para beneficiar algum dos dois times. Para o Seo Cruz, o Palmeiras deve fazer valer sua tradição e vencer as partidas. Se a gambazada for campeão, agradeceriam para o alviverde o empenho.

Na minha modestíssima opinião, acho que o Palmeiras deve entregar as partidas, ou no máximo não fazer muita força. Primeiro por causa do empenho dos lixos na partida contra a urubuzada no ano passado, segundo que prefiro que não ganhem nada este ano. Basta um estádio com meu dinheiro.

Outras considerações:


  • Se o Fred não voltar logo, o fluzinho vai perder o título, pois a fase do Washington tá péssima. Decadência pura.
  • Guaraní perder para o time reserva do Palmeiras é de doer. Tá pedindo pra cair.
  • CAG vencendo por 2x0 e levar o empate, tá flertando demais com a segundona.
  • Estou torcendo para o patético cair, não pelo Dorival Júnior, mas pelo roubo da primeira partida pela sulamericana. O time tem demonstrado fibra e muita vontade e tem outros times fazendo o possível para disputar a segundona.
  • A chance do Cruzeiro e do Cuca, é vencer a gambazada para conquistar o título. A diferença no saldo de gols é enorme, então é matar e morrer e torcer por um tropeço do time do Muricy.
  • Bambizada com a derrota perdeu a chance da Libertadores. Ano que vem no primeiro semestre, será contra o River do Piauí, apesar de sonharem com o argentino.
Espero que o Palmeiras vença a Sulamericana, pois senão jogou uma chance enorme de conseguir sua vaga para a Libertadores pelo fraquíssimo brasileirão.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A História de um Guerreiro de 12 anos - Fazendo Quimioterapia

Depois de algum tempo resolvendo problemas familiares, voltarei a publicar a história do pequeno Vitor, A História de um Guerreiro de 12 anos. Na postagem de hoje, Vitor vai descrever como foi a primeira etapa de sua quimioterapia. Em seguida, mais lembranças no depoimento de sua mãe Viviani.


"Eu, Fazendo Quimioterapia


No dia 03/07/07, ainda em Sorocaba, comecei a fazer quimioterapia via oral, com remédio chamado Temodal, no início eu tomava dois comprimidos num dia e um no outro. Esse remédio me dava sono, náusea, vômito e tirava minha fome. Tomava esse remédio por cinco dias no mês, junto com outros remédios para não ter muitos efeitos colaterais. O Temodal era um remédio muito forte, ele podia cair os meus cabelos, mais não caiu.


Vitor com sua tia Lúcia e o cachorro Zeca,
irmão do Beethoven
Continuei com o tratamento em Cerqueira César, só que daí eu já tomava dois comprimidos por cinco dias seguidos, todas as noites, antes de eu dormir. Comecei a fazer fisioterapia com as fisioterapeutas Junia e Fernanda, elas são legais. Também continuei indo em Botucatu nas consultas mensais com a doutora Lied, isso sem contar que fazia um exame de sangue, sempre antes de começar a quimioterapia. Minha tia Léia que é farmacêutica é quem vinha colher meu sangue. Voltei a andar, não como sempre, mais andando dentro do possível. Voltei a fazer várias coisas normais que eu fazia antes, brincar até de bola com meu amigo Vinícius e Wesley. Eu ia até a casa de minha avó brincar e também nas casas dos meus amigos e primos.


Voltei a pescar e sempre estava usando um colete que foi colocado em mim após a cirurgia, ainda quando estava na UTI. Esse colete eu só tirava para dormir. Fazia ressonância magnética de três em três meses na cidade de Bauru, e outras em Botucatu para ver se o tumor tinha sumido. Eu também passava pelos médicos da neurocirurgia para eles me avaliarem. Tomei o Temodal por sete meses, então comecei a sentir novamente as pernas bambas, minha mamãe ligou para a doutora Lied, falando de minha situação e, então, a doutora Lied pediu para fazer uma nova ressonância magnética, para ver o que estava acontecendo.


Fomos para Bauru no dia 04/12/07 e fizemos a ressonância magnética, então constatou que o tumor tinha voltado. Parei de andar e comecei a usar fraldas descartáveis, pois não controlava mais o xixi e o coco. Levamos o resultado para a doutora Lied ver, então ela suspendeu o Temodal e disse que buscaria um outro recurso para mim, para combater o tumor que havia voltado. Então ela decidiu fazer a quimioterapia na minha veia. Eu iria fazer dez sessões seguidas de quimioterapia no mês, só descansava no sábado e domingo e, ainda, voltava mais um dia do mesmo mês para fazer mais uma sessão.  Para fazer esta quimioterapia, a doutora Lied disse que eu precisava por um aparelhinho chamado portokate para receber a quimioterapia com maior segurança.


Fiquei internado em Botucatu para fazer a cirurgia, e um médico meio japonês colocou o portokate em mim, do lado direito do meu peito, para não machucar minhas veias e, não ter perigo de estourá-las quando eu estiver fazendo a quimioterapia, pois se estourasse uma veia, podia ferir e queimar meu braço, pois o remédio era muito forte. Na mesma semana comecei receber a quimioterapia na minha veia e só na semana seguinte é que poderia receber a quimioterapia através do portokate, neste período também fiz três ressonâncias magnéticas.


Desta vez o medicamento era mais forte que o Temodal e também judiou mais de mim. Eu sentia náuseas, diarréias, vômitos, ficava sem fome e fraco; comecei a tomar soro também.                 


Num final de semana, do mês de janeiro, meus pais me levaram para passear de barco na cidade de Barra Bonita, foi legal, andamos e almoçamos no barco, fomos até próximo da Eclusa e tiramos fotos, depois fomos ver as barraquinhas que ficam ali próximo aonde se pesca, e numa delas eu me interessei por um peixe grande, feito de argila que estava num quadro de madeira, acabei comprando ele por R$ 40,00, era um peixe de nome Cachara, o vendedor fez um desconto para mim, pois paguei em dinheiro com minha mesada.


Depois fomos pescar no rio Tiete ao lado dos barcos, pescamos vários peixes, mas começou a chover e tivemos que parar pois a chuva estava muito forte, então resolvemos dormir em Barra Bonita e ficamos numa pousada legal, isto sem dizer que eu estava de cadeiras de rodas, no outro dia, logo de manhã, fomos pescar no mesmo lugar, mas logo começou a chover de novo e tivemos que parar e, então, fomos almoçar em uma lanchonete que fica próximo onde estávamos pescando; em seguida fomos dar uma volta nas barraquinhas novamente.


Minha mãe e minha irmã Vivian compraram algumas lembrancinhas para elas e, quando estávamos no carro para voltar para nossa casa, apareceu o pai do vendedor do peixe e disse que o peixe que eu comprei era premiado, e iria fazer um quadro com outro peixe para mim, ele pegou nosso endereço, telefone e disse que viria em nossa casa passear e trazer meu prêmio. Levamos todos os peixes que pescamos para nossa casa, e meu pai ficou limpando eles até meia noite. No outro dia eu tinha que acordar cedo para ir fazer quimioterapia em Botucatu, foi uma aventura.


Quando nos íamos para Botucatu fazer quimioterapia, alguns dias ficávamos na casa da Vera e do Vanderlei “Luxemburgo” para eu não cansar muito das viagens e para meu pai também economizar nas viagens. Vera, Vanderlei e seu filho Tiago, são legais para mim.


Eu ganhei uma cadeira de rodas motorizada; essa cadeira meu pai ganhou de uma empresa de farmácia de nome Apsen que fica em São Paulo, através da Internet. Gostei da cadeira, pois ela me leva para onde eu quero.


Fiz a sessão de quimioterapia pelo portokate no mês de fevereiro, porém, peguei uma infecção da “brava”, tive febre alta e tremia muito, por isso fui internado e acabei indo parar na UTI, novamente, para que fosse feito uma nova cirurgia para retirar o portokate, pois os médicos descobriram que minha infecção era no portokate. Fiz amizade com as enfermeiras e com as médicas da enfermaria, elas são legais, tinha até uma médica que era da Argentina, ela falava meio enrolada, mais dava para entender. Fiquei internado por dezoito dias lá na enfermaria, no isolamento, tomando antibiótico por causa da infecção que peguei; meu pai ficou comigo no hospital nesses dias e, durante este tempo, nós brincamos de truco, xadrez, rouba-monte, cara a cara, pega vareta, dominó etc..., num parquinho que ficava do lado de fora da enfermaria.


Também assistimos televisão, jogamos vídeo game juntos; ele me levava na escolinha e na informática que tinha lá; também me dava banho e me trocava. Recebemos muitas visitas de tios, avós, primos e primas. Assistimos na televisão o jogo do Palmeiras contra o São Paulo, foi vitória do palmeiras 4 X 1, foi demais, até ganhei uma Pepsi  que apostei com o Vanderlei que, até agora não me pagou, mas ele disse que vai pagar. Lá participamos de um aniversário de uma menina que também estava internada e, também, participamos de uma festinha de Páscoa; ganhei um ovo de Páscoa e um refrigerante neste dia.


O homem da loja de Barra Bonita veio em casa, com sua esposa e amigos e trouxe meu presente, um peixe de argila num quadro de madeira, era um Dourado e, também trouxe um pescador de argila, eles eram legais, disseram que quando fossemos para Barra Bonita passear era para avisar eles, para irmos conhecer suas casas.


Meus pais conseguiram um médico da Argentina para me ver, ele veio até a minha casa e se chama Elias Mateus, ele é médico de homeopatia e, após a consulta ele deixou vários remédios homeopáticos para eu tomar e outro para eu fazer inalação. Ele tomou café da tarde em nossa casa, tiramos fotos junto com ele, e eu até mostrei a ele meus hamster. Esse tratamento é para ajudar nos efeitos ruins da quimioterapia, ele virá uma vez por mês para me ver e trazer mais remédios.


Meu tratamento estava indo bem até que surgiu uma dor muito forte em minhas costas, próximo do tumor. Meus pais ficaram preocupados com minha dor e telefonaram para a doutora Lied, que pediu para fazer uma ressonância urgente. Fomos para Bauru e fiz uma ressonância das costas. Depois meus pais me levaram para Botucatu junto com o resultado da ressonância, e a Doutora Lied receitou uns remédios para minha dor. Passei a tomar mais remédios, sendo que um é de quatro em quatro horas, graças a Deus a dor passou. Voltamos depois para Botucatu para eu passar com outros médicos, médicos que entendem de dores, e me deram mais remédios.


Começou a trabalhar em casa uma mulher que se chama Cleide, ela é legal, faz café, chá e coisas gostosas para mim, quando eu peço.  Eu dei para Cleide um filhote de hamster, ela gostou muito e disse que ia dar para sua filha cuidar. Dei outro filhote de hamster para a Rosana que trabalha com meu pai. Coloquei minha hamster de nome “Biriguete” para namorar o meu hamster “Fred” na mesma gaiola, para eles terem filhinhos. Meu tio Fábio fez um churrasco na casa dele para nós e, neste dia, ganhei um peixe grande, um pintado, de um amigo de meus pais que se chama Hércules.


Vitor com seus tios e com Gabriel ainda
 na barriga de sua tia Léia
Ganhei também algumas tilápias e traíras de um amigo nosso que tem um pesque-pague em Cerqueira César. A nova quimioterapia que estou fazendo é muito forte, faço quatro sessões por mês, o dia todo. Ela fez eu perder metade de meus cabelos e, os remédios que estou tomando, fez eu ficar um pouco gordo. Vem várias pessoas me visitar em casa. Tem muitas pessoas rezando por mim. A Cleide que trabalha em casa disse que arrumou um outro emprego e vai sair de casa, mas mamãe e papai já providenciaram outra mulher para trabalhar em nossa casa, no lugar dela.


Minha tia Léia ganhou bebê no Hospital de Avaré, ele se chama Gabriel, um novo priminho São Paulino, é mole!


Se você quiser ler o resto desta história, compre a folha seguinte. (ainda estou escrevendo).






Cerqueira César - SP, 03/05/2008.
Vitor Lovison do Amaral {12 anos}"


Depoimento de Viviani:

Vivian - irmã de Vitor e torcedora alviverde
"Vivian também é Palmeirense roxa e torce para valer quando o Palmeiras joga. Ela gosta de jogar futebol e ficou com o uniforme do Palmeiras que era do Vitor e com a chuteira também. Haja coração para nós pais.


O Vitor apelidou sua irmãzinha Vivian de “Viva” ainda quando eu estava grávida dela, pois como ele não sabia falar direito, ele a chamava de “Viva” e assim ficou. Há pouco tempo achei o significado do nome da Vivian que quer dizer viva, com vida.
Um dia a Vivian falou que queria que fosse com ela a doença, porque menina brinca mais de boneca, casinha, isto é, a brincadeira é mais parada do que as brincadeiras de menino, devido ao fato do Vitor estar sem andar e não poder jogar bola como tanto gostava.


O Vitor um dia disse que ainda bem que essa doença não foi com a Vivian, pois ela é muito fraquinha e não ia agüentar. Eu ouvia e pensava: Meu Deus que filhos maravilhosos o Sr. me deu.


Meu coração de mãe sangrava cada dia, a cada hora e a cada minuto. Mas eu estava de pé, cuidando dos meus filhos. Chorei muitas vezes debaixo do chuveiro quando o Vitor não estava em casa e, também na igreja. Quando foi diagnosticado que o tumor voltou, corri para uma rua perto de casa, no bairro onde moro e gritei, chorei e depois me refiz para prosseguir até o fim.


Jovina com Clara, irmã do Vitor
Vitor e seu amigo Mauricio
Eu não tinha empregada doméstica antes do Vitor adoecer, tinha somente uma diarista, a Jovina a qual estava conosco desde que me casei e tive o Vitor e depois a Vivian, Jovina trabalha também de diarista na casa de minha mãe (vó Maria) e por isso é como se fizesse parte de nossa família. Me lembro que quando estava grávida do Vitor, nós duas fomos limpar o Lions Clube local onde foi realizado o meu casamento. O Vitor, desde que nós nos mudamos para nossa casa própria, no mesmo bairro que a Jovina mora, se tornou amigo do filho dela, o Maurício, eles jogavam bola juntos no campinho perto de casa, jogavam vídeo-game e jogos no computador. Maurício vinha sempre visitar e fazer companhia ao Vitor na época que ele estava doente.


Infelizmente quando o tumor do Vitor voltou, em 03 de dezembro de 2007, numa 2ª feira o Vitor começou a perder os movimentos de suas pernas pela 2ª vez e, neste dia, a Jovina estava fazendo faxina em nossa casa e, presenciou tudo. Tivemos então que correr com ele para um lado e para o outro, fazendo novamente mais exames de ressonância magnética e, logo em seguida, ele começou quimioterapia venal. Foi nesta época que ele teve que usar fraldas e eu e o Carlos é que dávamos banho e trocávamos ele. Neste período também, por causa da quimioterapia, ele passava muito mal, enjoava muito e vomitava bastante. Vitor ficava vários dias sem comer. Ele chupava muitas laranjas trazidas pelo meu tio Atílio, pois era o que ele conseguia ingerir. Até o cheiro de minha comida, que ele tanto gostava, fazia ele enjoar. Eu mantinha sua caminha sempre limpinha e cheirosa, seu quarto sempre arrumadinho, como ele sempre gostou e fazia de tudo para ele com todo amor e carinho.


Eu e o Carlos quando trocávamos ele, fazíamos brincadeiras para distraí-lo e ele acabava rindo, se descontraindo. O cansaço e o estresse neste período começou a pesar. Era muito sofrimento para mim e para o Carlos ver nosso filho sofrendo. Precisávamos ser fortes e passar tranqüilidade para ele, por isso eu fazia de tudo para que tivéssemos a mesma rotina de sempre em nossa casa. Recebíamos muitas visitas, por conta disto, o Vitor resolveu imprimir um papel no seu computador, cobrando pedágio para quem viesse visitá-lo com os horários e valores e, colou na porta do seu quarto o papel. A Lúcia, minha prima, mas que todos a chamam de tia Lúcia, pagava o pedágio trazendo acerola para o Vitor, pois ele gostava muito de chupar esta fruta. 


Como a Jovina não podia trabalhar em casa mensalmente (foi com muita tristeza em meu coração que tive que dispensá-la), pois ela fazia faxina em outras casas também, minhas irmãs me aconselharam a arrumar alguém para trabalhar em casa todos os dias, para que naquele momento tão difícil que nós estávamos vivendo, eu não me preocupasse com o serviço da casa (lavar roupas, passar, limpar a casa e o quintal) pois assim eu poderia me dedicar totalmente ao Vitor e a Vivian também. E quando eu precisasse sair para fazer compras no supermercado, ir a padaria, levar e buscar a Vivian na escola, o Vitor não ficaria sozinho, porque o Carlos estava no serviço.


Vitor com tios Zezito e Luciana
Neste período teve pessoas boas que me auxiliaram, como a Cleide que veio trabalhar em casa no mês de fevereiro de 2008. Foi meu irmão Zezito e minhas irmãs Léia e Vânia que  pagavam ela para mim, mas quem cuidada do Vitor em tempo integral era somente eu e o Carlos. Foi bom ter alguém para me ajudar com os afazeres domésticos para que eu pudesse cuidar exclusivamente do Vitor.


Como o Carlos ia para o serviço, durante o dia eu trocava o Vitor e dava seus remédios. Me lembro que uma única vez a Cleide precisou me ajudar a trocar o Vitor e ele, então constrangido, fechou os olhos e  levou seu bracinhos na frente tampando seus olhos e ela, disse a ele com muito carinho, que ela também tinha filhos e era para ele vê-la como uma mãe ou até mesmo como uma avó. Nesta época o Vitor estava pesado e, às vezes, era difícil para mim trocá-lo sozinha, mas  nas outras vezes que se seguiram e o Carlos não estava em casa para me ajudar, eu sempre procurei não pedir mais ajuda para não ver meu filho envergonhado, pois ele já estava virando um homenzinho. Meu Deus! Quanto sofrimento para nós, mas principalmente para ele.


Ele gostava da minha comida e por isso raramente a Cleide cozinhava para nós, mas me lembro até hoje como era a sopa que ela nos fazia e nós tomávamos quando chegávamos cansados e tristes de Botucatu-SP.


A Vivian até hoje não esquece os bolinhos de arroz que ela fazia para nós. O Vitor adorava que ela fizesse café da tarde para ele, pois ela sempre levava o café para ele no seu quarto, onde ele ficava no seu computador ou no vídeo game. Alias foi a Cleide que ajudou o Vitor dar o nome a sua história, se me lembro ela sugeriu “guerreiro”.


Cleide é uma senhora boa e humilde, ela é budista e me ensinou a meditar. O Vitor ouvia eu meditando e começava a me imitar, tirando sarro dizendo: “ não miorengui quiosque” e dizia que era para dar fome nele.


Cleide e Vitor
Teve um dia que o Vitor pediu para a Cleide que fosse com ele caçar formigas e a Cleide topou. E o Vitor foi com sua cadeira de rodas motorizada, eles entraram num terreno perto de casa, onde tinha um cupinzeiro e, a Cleide com seu pé desmanchava o cupinzeiro e pegava as formigas para o Vitor que, colocava dentro de uma caixa. Eles voltaram para casa com muitas formigas. A Cleide não se esquece disso até hoje e, tenho certeza de que nunca esquecerá. 


Segue foto dele com a Cleide.


Obs:- Um dia quando ela presenciou o Vitor chegando mal de Botucatu-SP, ela foi para o nosso quintal chorar e eu tive que pedir para que ela não chorasse pois o Vitor poderia ouvir. Ela não queria ver o Vitor sofrendo e pediu para sair de nossa casa, pois ela perdeu sua mãe com câncer também, quando ainda era pequena. Com a saída dela veio a Patrícia que divertia muito o Vitor e a gente com seu jeito simples, alegre e despojado de ser.


Vitor um dia me pediu para que levasse a Patrícia para conhecer o shopping e o cinema de Bauru-SP e, quando fomos fazer mais uma ressonância nele na CDI de Bauru-SP, levemos Patrícia junto. Vitor também quis levá-la para conhecer a UNESP de Botucatu-SP, o Mac. Donald’s e o Supermercado Pão de Açúcar, onde ele mostrou a ela os peixes congelados que vendiam lá, ela ficou encantada. No Mac. Donald’s o Vitor falou para ela escolher o lanche que quisesse que a gente ia pagar. Ele era muito gentil com ela e nasceu uma bela amizade entre eles e nós também.


Patrícia, Vitor e sua irmã Vivian
Patrícia tem um jeito divertido de falar, me lembro da expressão usada por ela para se referir a sua casa, ela dizia: “meu barraco” e o Vitor a imitava; dois dias antes dele partir, ele me disse que iria construir no futuro um barraco para ele perto de nossa casa. Patrícia nos fez rir muito num dos momentos mais tristes de nossas vidas e da vida do Vitor, pelas palavras engraçadas que ela dizia e pelas coisas divertidas que ela nos contava. Deus põe as pessoas certas nos momentos certos. Depois que o Vitor partiu, Ela neste período fazia companhia para mim que procurava me restabelecer pela perda do Vitor, ela ficou com a gente até janeiro de 2009. Após sua saída, voltei a ter somente diarista.  


Segue foto dele com a Patrícia.


Na época da doença do Vitor, eu mandei fazer vários cartãozinho com fotos dele, com seu nome completo e com os seguintes disseres: “Orem pela cura de nosso filho Vitor Lovison do Amaral de 12 anos – Pais Amaral, Viviani e sua irmã Vivian” e distribuía em todos os lugares que eu ia. Perdi a conta de quanto cartãozinho como este foi feito. 


Continuo outro dia.


Viviani."     

Meus amigos, se quiserem, podem enviar um e-mail pessoal aos pais do Vitor, Viviani e Carlos, pois eles ficarăo muito felizes.

carlosalbertodoamaral@hotmail.com
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Gostaria de dedicar este dia de Finados para as seguintes pessoas:

- Olinda de Paula Reis (avó paterna que já me enviou uma psicografia)
- Manuel Sebastião (avô materno)
- Ilce Domingues (Tia querida)
- Lucas de Oliveira Cunha (Ex-vizinho que morreu de acidente na rodovia que liga Uberaba-Uberlândia)
- Vô Zé (Avô materno de minha esposa que nem conheci)
- Vitor Lovison do Amaral (nosso guerreiro, que mesmo em outro plano espiritual, tem me ensinado muita coisa)
- Tatiana Madjarof (Uma garota especial que tem ajudado muitas pessoas a enviarem cartinhas de outros planos para seus familiares através do médium Celso em Uberaba)