Mostrando postagens com marcador Vitor Lovison do Amaral. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vitor Lovison do Amaral. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A História de um grande filho não termina, vive no coração de sua mãe

Tudo o que o Guerreiro Vitor tinha a dizer, foi publicado em alguns dos posts anteriores. Para facilitar toda a leitura de quem não acompanhou, farei num único post, os links para acompanharem de maneira mais cômoda sua história.

Este post de hoje, será todo dedicado para sua mãe, Viviani, uma mulher que admiro sem conhecê-la pessoalmente. Sua dedicação e perseverança foi impressionante. É a existência de pessoas como ela, que realmente faz a vida valer a pena.

"Relembrando os momentos de nossas vidas ao lado do Vitor.


Sempre levávamos o Vitor passear em Barra Bonita - SP desde que ele era ainda pequeno.  Lembro-me que a primeira vez foi em janeiro de 1996 e o Vitor tinha apenas três meses de vida.
Vitor sempre gostou muito de passear nesta cidade e nós também.


Em janeiro de 2008, quando o Vitor estava na cadeira de rodas e iria começar mais um ciclo de quimioterapia venal, resolvemos levá-lo para fazer este passeio pois era de sua vontade e havíamos combinado, antes do tumor voltar, que iríamos em janeiro.


Vitor e seu pai Carlos em Barra Bonita-SP
Tínhamos tudo para não ir, mas fomos. Nosso filho com câncer, numa cadeira de rodas, o que para outros podia parecer um obstáculo, para nós e para o Vitor não foi. Sem contar que ele iniciaria a quimioterapia na segunda-feira e nós fomos no sábado e voltamos somente no domingo a noite.


Foi realmente uma aventura cheia de muita emoção. Valeu a pena e hoje vendo as fotos deste dia, vejo que o Vitor estava feliz e curtiu cada momento do nosso passeio de férias em Barra Bonita – SP, mesmo estando em sua cadeira de rodas que, na época nem era a motorizada.


Fico pensando nas pessoas que tem tudo para aproveitar a vida e não a fazem.
Pessoas que tem o principal que é a saúde e podem se locomover com suas próprias pernas, mas passam a vida inerte, isto é, sem se mexer. Não fazem nada para si e nem para as pessoas que a rodeiam.


Uma pescaria, um passeio para uma cidade próxima, não custa caro e faz tão bem aos nossos filhos e a nós também. Não é preciso viajar para o exterior ou outras cidades de nosso próprio país para ensinarmos aos nossos filhos sobre culturas diferentes, isso eles aprendem sem sair de casa, lendo livros, pesquisando na internet e nas escolas. Mas é preciso passear com nossos filhos, passeios curtos ou demorados, isto não importa, em cidades próximas ou distantes, ou mesmo em nossa própria cidade. O importante é estamos juntos de corpo e alma, procurando fazer de cada passeio um momento único e inesquecível em nossas vidas, pois são nesses passeios que a família fica mais próxima e, os pais podem dar mais atenção aos seus filhos, aumentando assim o vínculo familiar.


Temos que pensar que aquele dia não irá voltar mais e que não teremos outra oportunidade igualzinha aquela, pois mesmo que retornemos aos mesmos lugares, com as mesmas pessoas, as situações jamais serão iguais. Cada momento é único e isso precisamos saber para que façamos tudo com muito amor e carinho, alegrar os que estão em nossa volta, para alegrar nossos filhos e também a nós mesmos.


Vitor e sua família almoçando na casa de seus amigos Roberto e Amália
Voltando a falar do passeio que fizemos em Barra Bonita – SP em janeiro de 2008.
Nós não fomos com a intenção de dormir lá, pois nem levamos roupas para isto. Tinha somente levado roupas suficiente para o Vitor e para a Vivian, pois sempre tive o costume de levar trocas de roupas para as crianças quando saiamos a passeio, independente da distância, isto antes mesmo do Vitor adoecer.


Acho que quem tem filhos deve estar sempre prevenido, caso o tempo mude ou se as crianças vão se sujar ou derrubar aquele sorvete delicioso em suas roupas ou mesmo refrigerante e, então, sem estresse. É só trocar e voltar a se divertir, não é mesmo! Os meninos não ligam tanto quando isto acontece, já as meninas se incomodam em ficarem com suas lindas roupinhas sujas ou mesmo molhadas, experiência própria! Mas há exceções é claro. De qualquer modo é bom prevenir do que ficar brigando com as crianças para não se sujarem ou mesmo para não derrubarem sorvete na roupa nova, isto nada a ver não é mesmo! Como diz minha filha Vivian: “Mãe deixa eu ser feliz”. E é isso mesmo, criança precisa brincar, se sujar, se lambuzar e acima de tudo, ser feliz. O Vitor era uma criança muito feliz, podem ter certeza disso!


Lembro-me que quando ele a e Vivian eram menores, eles brincavam na terra, no barro na casa de minha mãe e se encardiam, depois eu deixava seus pezinhos de molho numa bacia com água e sabão em pó Omo, para que assim se limpassem de tão encardidos que ficavam. Pediatras de plantão, isto pode? Obs:- Eram só os pés, OK! Eles adoravam.


Uma dica, que tal inventarem um sabonete líquido que tire o encardido de terra dos pezinhos dos nossos anjinhos. Não é uma boa idéia?


Vitor ao lado do Roberto segurando seu presente
Pensei que esta seria a última viagem que fazíamos em Barra Bonita – SP com nosso filho Vitor, mas não foi. Em julho deste mesmo ano (2008), voltamos novamente com ele para mais um passeio e desta vez ele já estava com sua cadeira de rodas motorizada e, devido ao tratamento de quimioterapia e a sua doença, Vitor estava mais cansado e tomava mais remédios. Tenho para mim que ele sentia dores nesta época, só que não reclamava. Este foi nosso passeio de despedida com o Vitor e desta vez ficamos na casa dos amigos Roberto e Amália que, o conhecemos em razão do Vitor ter comprado o  quadro de argila do peixe Cachara, na banca deles em nossa viagem de janeiro 2008.    


Vitor caiu de sua cadeira de rodas motorizada neste passeio, mas por sorte não se machucou. Quem viu foi o Carlos, Roberto e a Vivian que estavam passeando com ele numa praça próximo da casa do Roberto, isto num domingo antes do jogo do Palmeiras.


Lembro-me que o Vitor quis assistir o jogo do Palmeiras pra só depois viajarmos para nossa cidade e, assim, esperamos acabar o jogo para podermos retornar para Cerqueira César – SP.


Vivian, Carlos e Vitor
Não foi um passeio legal desta vez, pois o Vitor não pescou os peixes que tanto queria; Neste dia ventou muito e, assim, não estava bom para pescaria, isto sem contar que o Vitor não se sentia muito bem e nós estávamos muito preocupados com ele e com o tratamento que não parecia estar resolvendo.


Nem sei como tivemos tanta força para procurar fazer suas vontades e distraí-lo para passar o tempo e procurar mostrar a ele que poderia fazer ainda muitas coisas das quais gostava, como por exemplo: pescar.      


Talvez muitos de vocês se perguntem o que faz uma mãe ficar escrevendo sobre seu filho que já não está mais aqui. Pois para aqueles que não conseguem ainda entender a dimensão do meu amor e do Carlos pelo nosso filho Vitor que partiu, eu lhes digo: Nossa intenção é que nossa história mais a história do Vitor, possa ajudar muitas pessoas a refletir mais sobre suas vidas e procurarem dar mais valor a ela, a sua família, a seus filhos, aos seus amigos e, também, a ter mais aceitação e amor ao próximo!  


Não queremos que tudo o que vivemos ao lado do nosso filho Vitor que, partiu antes mesmo de completar seus 13 anos e, também de tudo o que ele passou antes de partir enfrentando a doença, seja esquecido. Enquanto ele for lembrado, ele permanecerá vivo em nossos corações e se fará presente em nossas vidas. Hoje sei que seu sofrimento e o nosso não foi em vão, pois através da divulgação de sua história real, ele tem ajudado muitas pessoas e mudou a vida delas para melhor, isto tenho certeza, um exemplo disto são as mensagens que chegam para nós pelos e-mails e nas caixas de comentários de sua historinha no site www.saudadeeadeus.com.br, o qual foi o primeiro que divulgou sua história.


Lembro-me que dois dias antes do Vitor partir, ele me falou que rezava para quem fosse do mau, virasse do bem e que ele gostaria de ajudar as pessoas. Hoje vejo o desejo de meu filho sendo realizado, através da divulgação de sua história, do exemplo de vida que ele deixou.


Apesar de estar sendo muito difícil para nós darmos continuidade na história de nosso filho Vitor, tenho feito o possível para falar dos momentos que vivemos com tamanha dor em nossos corações e em outros momentos tão divertidos e alegres que vivemos ao seu lado. A saudade nos toma conta e, revendo suas fotos, meu Deus! Que vontade de abraçá-lo, beijá-lo e até mesmo de pegá-lo no colo.


Mas a vida segue em frente e, às vezes, penso que todos se esqueceram que eu e o Carlos perdemos um de nossos tesouros que foi o Vitor, embora saiba que nossos familiares e amigos talvez não queiram tocar no assunto para não nos fazer sofrer. 


Me perdoem se com estes relatos, faço correr lágrimas dos olhos das pessoas que tanto amo e que me ama também, só peço que me entendam pois infelizmente nada no mundo poderá fazer com que eu me esqueça de meu filho Vitor e do quanto ele foi, é e sempre será importante em minha vida e também na vida de outras pessoas.


Vou colocar alguns comentários postados, dentre os muitos, para que vocês tenham noção da importância da história de nosso filho Vitor estar sendo divulgada. Se vocês quiserem ver mais, é só acessar o site acima e conferirem esses e outros comentários de pessoas que leram a história dele."

Alguns dos comentários recebidos por Carlos e Viviani, pais do Guerreiro Vitor:

  Antonio Celso http://www.saudadeeadeus.com.br/depoimento01.htm  
Viviani e Amaral, como o próprio guerreiro Vitor disse: "Minha história ainda não terminou, tem mais ainda só que ainda não escrevi, em breve continuarei". O guerreiro simplesmente trocou a "armadura" que estava gasta e desconfortável, e substituiu por uma nova vestimenta, limpa, leve e muito mais agradável. O guerreiro Vitor simplesmente está em uma outra dimensão, invisível aos olhos da carne. Até porque “os mortos são os invisíveis, não os ausentes". Viviani e Amaral vocês foram agraciados com o maior empréstimo que o Senhor dos Mundos pode conceder à criatura humana. Lhes desejo muita fé, muita força, muita paz e muitas felicidades. O guerreiro continua a sua história!!!!!!!!!



  Nanci-silva http://www.saudadeeadeus.com.br/depoimento01.htm  
O guerreiro Vitor continua sua história ao lado do senhor, que papel mais importante!!!! E tão difícil para nós os pais que ficamos aqui, tenho dois filhos e a partir desse momento espero mudar, ser mais amável e compreensiva pois sou sozinha meu marido fica em São Paulo e as crianças me dão muito trabalho. Era o que eu estava precisando para saber que em minha casa está tudo certo, e que devo agradecer todos os dias porque graças a DEUS meus filhos nem ficam doentes são apenas crianças sapequinhas. Muito obrigada por ter me dado essa oportunidade de estar mudando em relação a eles para mim a história da vida de Vitor serve como aprendizado. Desejo aos pais muita luz, muita fé, paz e felicidades.


  Helena Noering http://www.saudadeeadeus.com.br/depoimento01.htm  
Adorei as histórias do seu filho, me lembra muito eu mesma quando era pequena escrevendo no meu diário kkkkk
Eu sei que nada no mundo vai amenizar a dor que vocês estão sentindo... Eu perdi meu padrinho a um bom tempo atrás, quando ainda era criança. Eu era realmente muito próxima dele. Sabe aquelas pessoas que simplesmente não tem como odiar, de tão legais que elas são? Ele sem dúvida tornou a minha infância muito mais mágica. Quando ele morreu, foi como se a minha infância tivesse morrido. Neste exato momento eu virei adolescente.
Agora, com 19 anos, já aprendi a lidar com a dor, mas sinto muitas saudades dele. A cada conquista, fico pensando: "nossa, eu queria que o Lars visse, ele ia ficar tão orgulhoso!".
Acredito que a gente nunca "sara" de verdade. A forma que encontrei de lidar com a perda foi "um dia, quando chegar a minha hora, eu vou poder ver ele de novo, e vou poder passar com ele toda uma eternidade". Façam o melhor que puderem de suas vidas, ajudem os que precisam, para ter um lugar ao lado do seu filho no céu, e assim ficar com ele por toda a eternidade. Acreditem que o momento de agora é apenas uma separação periódica, que ele foi um garoto muito bom, por isso já foi tão cedo para o céu...
Abraços, Helena.



  Erica http://www.saudadeeadeus.com.br/depoimento01.htm  
Não tenho nem palavras....
Pois nós que somos adultos nos entregamos a qualquer problema e muitas vezes achamos que o nosso é maior do que os dos outros!
A história do Vitor é uma verdadeira lição de vida para todas as pessoas independente da idade!
Pais do Vitor se sintam escolhidos por ele pois não importa onde ele esteja e sim que ele é e sempre será de vocês.


  Silvia http://www.saudadeeadeus.com.br/depoimento01.htm  
oi Viviani, as vezes quando estou sem forças para continuar minha trajetória, procuro no computador fontes de força e mais uma vez me carreguei,lendo esta bela e forte historia de vida do Vitor, eu também perdi minha filha e as vezes as forças se acabam, mas é só olhar para o lado que encontramos pessoas que tiveram a mesma dor, muito obrigado por ter essa coragem de compartilhar sua vida,muita força para vocês.


  Lilian http://www.saudadeeadeus.com.br/depoimento01.htm  
História linda e emocionante de um lutador que passou por tudo isso, mas cumpriu sua missão na terra de ensinar a muitos a nunca desistir e sempre lutar e também me mostrar que apesar dos problemas, temos que dar valor á vida, ao invés de reclamarmos, temos que agradecer a Deus por tudo que temos.E, assim como ele foi um guerreiro,também teve pais maravilhosos que sempre estiveram ao seu lado lutando junto,tenho certeza que hoje ele lá do céu, está sempre iluminando a vida de vocês Viviani e Amaral.
Um beijo



  Victor Hugo http://www.saudadeeadeus.com.br/depoimento01.htm  
Nossa... eu sou uma pedra no sentido emocional. Mas o que esse garoto passou em relato que ele mesmo escreveu, onde se vê maturidade, e ao lado a inocência de uma criança. Me emocionou como eu nunca tinha emocionado, me tirou muitas lagrimas, e também muito orgulho deste pequeno grande homem. Sem nem sequer ter o conhecido, ele me ensinou muito hoje.



  Rafaeldanzi http://www.saudadeeadeus.com.br/depoimento01.htm  
Obrigado Vitor! Por me dar a oportunidade de ler a sua história, e com base nela, lutar para realizar os meus sonhos, assim como você lutou e mostrou a sua honra e o seu espírito guerrilheiro! (Agradecimento aos pais, por ter sido os responsáveis por gerar esse espírito iluminado e ao Vítor, que pode não estar lendo, mas todo o nosso afeto está se refletindo nele.)


  Lucianomelias http://www.saudadeeadeus.com.br/depoimento01.htm  
É incrível aprender a lição de uma vida inteira, através da história de um menino de apenas 12 anos.
Abençoado anjo iluminado que, com apenas 12 anos, trouxe tanta força e sabedoria à todos em sua volta !!!
Um grande beijo nos corações de seus familiares !!!
Tenhamos sempre a certeza de que nada escapa à mão do PAI criador !!!


  Jessica http://www.saudadeeadeus.com.br/depoimento01.htm  
Nossa que história emocionante. Obrigado por me proporcionar nesses momentos que li este longo texto, muita reflexão e força pra que jamais desista de meus sonhos . Me interessei ainda mais quando vi que ele nasceu em Avaré - SP, pois moro praticamente do lado, cidade de Itaí - SP .
Realmente ele é um grande exemplo de vida !


  Thiago Monteiro http://www.saudadeeadeus.com.br/depoimento01.htm  
São nesses momentos em que eu, uma pessoa saudável, por mais que negue, não dou o valor que a minha vida merece. Com a idade do Vitor, eu não enfrentava nenhum problema grande e muitas vezes pensei em me matar... e hoje, li a história dele e vi na inocência representada por ele, uma força de um guerreiro, a sabedoria de um sábio, a experiência de um ancião e a bondade de um anjo. Com toda certeza essa história me fará repensar em sobre como me viro com meus problemas que comparados ao dele são probleminhas, mas que admito que não tenho a força de vontade que ele possui.
Sinto muito aos pais, a perda na forma física desse anjo, mas tenho certeza que na forma espiritual ele sempre estará com vocês. Na pequena passagem que ele teve na terra, já mudou várias vidas, e a minha se inclui, passarei a dar maior valor a tudo o que tenho, a que enfrento e ao que conquisto.
Vitor, um exemplo de força de vontade.


  Isis_miller_ http://www.saudadeeadeus.com.br/depoimento01.htm  
cada um tem seu papel aqui na terra e, o Vitor tão pequeno fez o dele com essa historia que deixou, fez mostrar o quanto é importante darmos valor a nossa vida,pedimos muitas coisas a Deus mas nunca agradecemos pelo o melhor que ele nos deu, que é o Don da vida e Vitor veio nos mostrar isso. Deus já está olhando por vocês e tenho certeza que o Vitor está num lugar melhor,do que nessa vida sofredora.
Continuem passando essa mensagem porque é linda e o mundo merece saber o que é a vida.


Fabiana Piassi - http://www.saudadeeadeus.com.br/depoimento01.htm  
Não sei nem o que dizer, apenas digo que sei qual é o sentimento nesse momento pois assim como Vitor,meu pai também tem Câncer, mas da mesma forma que o Vitor meu pai também tem toda sua família ao seu lado...
Não tenho duvidas que hoje Vitor é uma das estrelas mais brilhantes do Céu..
Vitor obrigada pela história, pois ela nos ensina muitas coisas como por exemplo a nunca desistir.
Fabiana Carla Piassi, Jundiaí- São Paulo


terça-feira, 9 de novembro de 2010

A História de um Guerreiro de 12 Anos - As estrelas agradecem

Neste trecho, chega-se ao final da história do guerreiro Vítor. Hoje abandonei o script História + Depoimento da mãe e deixarei apenas a história do garoto.

O motivo que tomei esta decisão, inclusive sem combinar com seu pai Carlos, é para valorizar num único post, o depoimento de sua mãe Viviani, uma mãe espetacular, fora de série, além dos depoimentos que receberam na publicação de no site Saudades e Adeus.

Todo o aprendizado que recebemos no decorrer de nossa vida, deve ser valorizado. Partindo de uma criança então, a valorização é bem maior, pois o sentimento é puro.

Sobre o título da postagem, não tenho dúvidas que Vitor, o guerreiro palmeirense, deixou de brilhar junto a  nós, para passar sua luz lá de cima, iluminando a todos.


"Eu, em Botucatu, Fazendo Quimioterapia (Continuação...)


Voltei para Botucatu no dia 05 de maio a fim de realizar mais uma sessão de quimioterapia, ou seja, iria fazer mais quatro sessões por mês. Como esta nova quimioterapia era mais forte do que as outras, pois eu estava passando muito mal, a Dra. Lied resolveu fazer apenas três sessões.  Como sempre, comecei a passar mal, tinha vômitos, tremores, fraqueza e meu xixi não estava mais saindo normalmente. Como fiquei desidratado de tanto vomitar e não me alimentar direito, as veias dos meus braços e de minhas mãos sumiram, ou seja, as enfermeiras Bianca, “Léo”, Vandinha, Valéria e “Chico” não conseguiam pegá-las para eu continuar as sessões de quimioterapia. Foi necessário então pegar veias dos meus pés. Fiquei com os braços e as mãos cheias de picadas e roxas pelas agulhadas que levei. Foi difícil terminar esta sessão de quimioterapia. No último dia, a Dra. Lied pediu para a Bianca e um outro enfermeiro, passar uma sonda no meu pipi para que eu pudesse fazer xixi, porque eu estava com um “bexigão”, ou seja, minha barriga estava estufada.


Após, fomos embora para casa. Não foi fácil acostumar com a sonda, pois tinha que estar com ela dia e noite e, de vez em quando, tinha que esvaziar a bolsa. Comecei a ficar com febre que chegou a 40 graus, e também tive tremores pelo corpo todo. No dias das mães, o médico da Argentina, Dr. Elias Mateus e sua esposa,  estiveram em minha casa para uma nova consulta e, após me consultar, deixou mais remédios de homeopatia.


No dia seguinte, como estava passando mal, com febre alta e tremedeiras pelo corpo, veio em minha casa, na parte da manhã, uma enfermeira que trabalha no laboratório de minha tia “Léia” e colheu meu sangue para fazer exames. A tarde saiu o resultado, e então foi constatado que minha defesa estava muito baixa. No dia seguinte, ou seja, dia 12 de maio fui parar novamente no hospital de Botucatu, onde a Dra. Lied já me esperava para mais uma internação, e lá comecei a tomar antibióticos, pois estava novamente com infecção.


Foi colhido mais sangue meu para verificar que tipo de bactéria eu tinha. Após, o exame constou que eu estava com infecção no sangue pelo corpo todo. Novamente uma nova infecção das “brava”, comecei a inchar, inchei tanto que meu saquinho parecia uma bexiga cheia , não comia quase nada, fiquei muito fraco, dormia quase o dia todo e tomava muitos remédios, tanto pela boca, como pela veia. Tomei sangue, plaquetas e soro a vontade. Ficava dia e noite deitado, tomava banho na cama e quase não falava, pois tinha muito sono. Tive várias picadas nos braços e mãos para retirada de meu sangue e para receber medicamentos, às vezes minhas veias cansavam e ficavam roxas e doloridas.  As enfermeiras não mais conseguiam achar veias boas em minhas mãos e braços e, então, comecei a tomar soro e medicamentos nas veias de meus pés. Algumas veias de meus pés também cansaram e também ficaram roxas. Já estava ficando difícil achar veias pelo meu corpo. As enfermeiras de lá, ou seja, da enfermaria da pediatria eram todas legais, pois me tratavam com muito carinho. Lá vendi alguns de meus livrinhos.


Uma médica de nome Paula que lá trabalha, comprou para mim um queijo fresco, uma barra de chocolate e um saquinho de cereal de chocolate para eu comer, essa médica era muito legal para mim, me tratava com muito carinho.


A psicóloga de nome Maria Izabel que também lá trabalha, sempre ia me visitar, pois ela gosta muito de mim e eu dela. Já faz tempo que ela acompanha o meu tratamento e sempre me dando forças para continuar a luta. Também vendi para ela um livrinho meu.


Não foi fácil ficar internado desta vez, pois tive que ficar deitado o tempo todo. Meu passa-tempo era assistir televisão. Recebi muitas visitas quando estava internado, lá estiveram minhas tias Ana Lúcia, Luciana e Vânia, meus tios “Beto”, Zézito e Marcel, meus primos Mateus, Murilo, Daniel e Ana Amélia. Também estiveram lá meus avós José e Maria, Vanderlei, Vera, Vilma e Tiago também foram me visitar.  Minha mãe me visitou todos os dias, e ficou comigo duas noites. Meu pai e uma enfermeira de nome Nivia que lá trabalha, foram convidados por um casal (João e Silvana) para que fossem padrinhos de batizado de seu filho André de apenas quatro meses, que lá estava internado por cirrose hepática.


Não fui ao batizado, pois, como já tinha permissão para deixar o quarto, nessa hora eu estava na escolinha de informática de lá, mas sei que o batizado foi feito por um padre e foi realizado no quarto em que André estava internado. Os médicos das dores, Drs. José Pedro e André também iam me consultar todos os dias, e também iam nutricionistas, fisioterapeutas e médicos plantonistas. Um fato muito engraçado aconteceu comigo quando lá estive internado, pois um médico radiologista que disse ser corintiano foi até meu quarto, perguntou se eu me chamava Vitor, perguntou também que time eu torcia, e eu disse a ele que era palmeirense e, então, ele disse brincando que só ia realizar aquele exame de encéfalo em mim porque eu era palmeirense. Como eu estava meio sonolento, ele perguntou para minha mãe se eu tinha tido convulsão, e, minha mãe disse que não, e ficou sem entender nada, até mesmo a enfermeira Nivia que estava trocando meu soro naquela hora, não notou que o exame estava sendo feito na pessoa errada, ou seja, o Vitor que iria fazer aquele exame não era eu, e sim um outro Vitor que também lá estava internado, em outro quarto. O exame foi feito em mim por uma máquina, ele colocou vários fios em minha cabeça. No final de tudo, não ficamos sabendo do resultado, é mole.


Minha avó Maria, mãe do meu pai, recebeu noticia do médico do hospital de Botucatu, que iria ser internada na terça-feira, ou seja, no dia 14 de maio para ser operada no dia seguinte. Meu pai me disse que minha avó ia ser operada de chagas no intestino. Meu pai me contou também que chagas é uma doença que as pessoas que moravam em sítios, em casas de madeira ou de barro, eram picadas por um bicho de nome barbeiro, que transmitia essa doença (chagas). Fiquei sabendo que minha avó tinha feito a cirurgia que demorou horas, e não passou bem na cirurgia, pois demorou para se recuperar.


No dia 20 de maio, como eu já estava bem melhor, recebi alta e voltei para minha casa, mas minha avó ficou lá se recuperando. Após alguns dias ela teve complicações, e novamente teve que fazer uma nova cirurgia, agora de emergência. Minha avó ficou de coma induzido, pois teve uma infecção generalizada.  Ela ainda passou por uma terceira cirurgia devido a uma nova complicação e, após, foi transferida para a UTI daquele hospital, onde ficou em recuperação.


Dia 3 de junho, voltei com meus pais e minha irmã para o hospital de Botucatu para retorno com a Dra. Lied que, após me consultar, disse que iria mandar um enfermeiro tirar minha sonda para ver se eu conseguia fazer xixi normalmente. Foi o enfermeiro “Chico” que tirou minha sonda e, após, voltamos para nossa casa. Como é gostoso ficar sem a sonda. Graças a Deus, aos poucos, comecei a fazer xixi normalmente. Minhas pernas continuam repuxando sem eu querer, não dói, mas me incomoda, e tomo remédio para isso, mas ele não faz muito efeito. Não sinto nenhuma dor, aos poucos vou voltando ao normal. Passeio com minha cadeira de roda em vários lugares desta cidade. Vou sozinho até a casa de minha avó, mãe da minha mãe.


Almoçando no Shopping
Dia 11 de junho fomos até Bauru onde fiz uma nova ressonância, onde ficou constatado que o tumor tinha diminuído, ficamos felizes e aproveitamos para almoçar no Shopping. Parei de tomar morfina no dia 12, pois graças a Deus eu não estava mais sentindo dores, e também parei de tomar o Decadron, Omeprazol e Humectol D.


Resolvi criar codornas num viveiro que meu avô tinha em seu quintal. Comprei quatro codornas a R$ 2,50 cada, com o dinheiro que eu ganhava com as vendas de meu livrinho. Comprei também o bebedouro e ração para elas. Eu fiquei responsável de cuidar das codornas, mas os dias estavam muitos frios nesta época e, como eu acordava muito tarde, meu avô achou melhor me dar o viveiro de presente para mim e, então, meu pai, meu avô, meu tio Ismael e o amigo do meu pai que tem uma camioneta e que se chama “Índio”, trouxeram o viveiro até minha casa e ele foi colocado no fundo do meu quintal com as minhas quatro codornas. Como o viveiro era grande, meu pai então comprou mais codornas, elas começaram a botar.


Dia 18 de junho retornei ao Hospital de Botucatu para a Dra. Leid me examinar e, como eu tinha ficado muito ruim com a última quimioterapia, ela disse que eu iria fazer esta nova quimioterapia via oral, com comprimidos, e então me passou sete comprimidos de nome Vepesid, eram enormes, pareciam ovos de codorna, só faltavam as pintinhas pretas. Comecei a tomar tais comprimidos no dia 23 e era um por dia, eu tomava a noite antes de dormir. Os comprimidos me deixavam com o estomago ruim e sem fome, às vezes eu vomitava um pouco.


Ganhei um computador usado de uma empresa de São Paulo, de nome Rochtief, a qual meu pai tinha há tempos mandado um e-mail pedindo um computador para mim. Eles trouxeram o computador em minha casa e, como eu já tinha um computador, este ficou para minha irmã Vivian.


Dia 11 de julho, novamente o médico da Argentina e sua esposa estiveram em minha casa, ele me consultou e deixou mais remédios parar eu tomar, disse que meu tratamento estava indo bem e que era para eu continuar.


Vivian, Vítor e juliana, funcionária do CDI
Meus pais me levaram na cidade de Bauru fazer uma nova ressonância magnética (Craniana e Cervical) e levamos a Patrícia que trabalha em casa, junto, pois ela nunca tinha ido para Bauru, fiz a ressonância no CDI, e depois fomos para o Shopping passear e, em seguida, assistimos um filme super legal em um dos cinemas do Shopping, e depois fomos até o McDonalds comer um lanche e, como já era noite, voltamos para nossa cidade. Apesar de fazer a ressonância, foi uma viagem legal, pois divertimos muito.


Minha história ainda não terminou, tem mais ainda, só que ainda não escrevi.


Em breve continuarei!" (Esta foi a última parte da emocionante história de Vitor, pois, depois disso, ele não conseguiu mais escrever)


Cerqueira César - SP, agosto de 2008.       
Vitor Lovison do Amaral. 

_________________________________

Depoimento dos Pais de Vitor

"...Nascemos para transformar um pedacinho do mundo em que vivemos.


Com certeza, nosso filho Vitor fez a sua parte, pois um filho é complemento, uma benção, uma jóia preciosa, não destruição de sonhos.


Desejamos a todos que tiveram a oportunidade de ler a história do nosso filho Vitor, muita saúde, amor, união, paz e muita fé!  Viviani e Amaral.


Obs.: No dia 31/12/2008, ficamos sabendo através da Dra. Lied, para nossa alegria que, o remédio quimioterápico de nome Temodal, o qual o Vitor fez uso, agora é distribuído de forma gratuita na UNESP de Botucatu - SP, para pacientes que tem o mesmo tipo de tumor que o Vitor tinha, ou seja, no sistema nervoso central."

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A História de um Guerreiro de 12 anos - Fazendo Quimioterapia

Depois de algum tempo resolvendo problemas familiares, voltarei a publicar a história do pequeno Vitor, A História de um Guerreiro de 12 anos. Na postagem de hoje, Vitor vai descrever como foi a primeira etapa de sua quimioterapia. Em seguida, mais lembranças no depoimento de sua mãe Viviani.


"Eu, Fazendo Quimioterapia


No dia 03/07/07, ainda em Sorocaba, comecei a fazer quimioterapia via oral, com remédio chamado Temodal, no início eu tomava dois comprimidos num dia e um no outro. Esse remédio me dava sono, náusea, vômito e tirava minha fome. Tomava esse remédio por cinco dias no mês, junto com outros remédios para não ter muitos efeitos colaterais. O Temodal era um remédio muito forte, ele podia cair os meus cabelos, mais não caiu.


Vitor com sua tia Lúcia e o cachorro Zeca,
irmão do Beethoven
Continuei com o tratamento em Cerqueira César, só que daí eu já tomava dois comprimidos por cinco dias seguidos, todas as noites, antes de eu dormir. Comecei a fazer fisioterapia com as fisioterapeutas Junia e Fernanda, elas são legais. Também continuei indo em Botucatu nas consultas mensais com a doutora Lied, isso sem contar que fazia um exame de sangue, sempre antes de começar a quimioterapia. Minha tia Léia que é farmacêutica é quem vinha colher meu sangue. Voltei a andar, não como sempre, mais andando dentro do possível. Voltei a fazer várias coisas normais que eu fazia antes, brincar até de bola com meu amigo Vinícius e Wesley. Eu ia até a casa de minha avó brincar e também nas casas dos meus amigos e primos.


Voltei a pescar e sempre estava usando um colete que foi colocado em mim após a cirurgia, ainda quando estava na UTI. Esse colete eu só tirava para dormir. Fazia ressonância magnética de três em três meses na cidade de Bauru, e outras em Botucatu para ver se o tumor tinha sumido. Eu também passava pelos médicos da neurocirurgia para eles me avaliarem. Tomei o Temodal por sete meses, então comecei a sentir novamente as pernas bambas, minha mamãe ligou para a doutora Lied, falando de minha situação e, então, a doutora Lied pediu para fazer uma nova ressonância magnética, para ver o que estava acontecendo.


Fomos para Bauru no dia 04/12/07 e fizemos a ressonância magnética, então constatou que o tumor tinha voltado. Parei de andar e comecei a usar fraldas descartáveis, pois não controlava mais o xixi e o coco. Levamos o resultado para a doutora Lied ver, então ela suspendeu o Temodal e disse que buscaria um outro recurso para mim, para combater o tumor que havia voltado. Então ela decidiu fazer a quimioterapia na minha veia. Eu iria fazer dez sessões seguidas de quimioterapia no mês, só descansava no sábado e domingo e, ainda, voltava mais um dia do mesmo mês para fazer mais uma sessão.  Para fazer esta quimioterapia, a doutora Lied disse que eu precisava por um aparelhinho chamado portokate para receber a quimioterapia com maior segurança.


Fiquei internado em Botucatu para fazer a cirurgia, e um médico meio japonês colocou o portokate em mim, do lado direito do meu peito, para não machucar minhas veias e, não ter perigo de estourá-las quando eu estiver fazendo a quimioterapia, pois se estourasse uma veia, podia ferir e queimar meu braço, pois o remédio era muito forte. Na mesma semana comecei receber a quimioterapia na minha veia e só na semana seguinte é que poderia receber a quimioterapia através do portokate, neste período também fiz três ressonâncias magnéticas.


Desta vez o medicamento era mais forte que o Temodal e também judiou mais de mim. Eu sentia náuseas, diarréias, vômitos, ficava sem fome e fraco; comecei a tomar soro também.                 


Num final de semana, do mês de janeiro, meus pais me levaram para passear de barco na cidade de Barra Bonita, foi legal, andamos e almoçamos no barco, fomos até próximo da Eclusa e tiramos fotos, depois fomos ver as barraquinhas que ficam ali próximo aonde se pesca, e numa delas eu me interessei por um peixe grande, feito de argila que estava num quadro de madeira, acabei comprando ele por R$ 40,00, era um peixe de nome Cachara, o vendedor fez um desconto para mim, pois paguei em dinheiro com minha mesada.


Depois fomos pescar no rio Tiete ao lado dos barcos, pescamos vários peixes, mas começou a chover e tivemos que parar pois a chuva estava muito forte, então resolvemos dormir em Barra Bonita e ficamos numa pousada legal, isto sem dizer que eu estava de cadeiras de rodas, no outro dia, logo de manhã, fomos pescar no mesmo lugar, mas logo começou a chover de novo e tivemos que parar e, então, fomos almoçar em uma lanchonete que fica próximo onde estávamos pescando; em seguida fomos dar uma volta nas barraquinhas novamente.


Minha mãe e minha irmã Vivian compraram algumas lembrancinhas para elas e, quando estávamos no carro para voltar para nossa casa, apareceu o pai do vendedor do peixe e disse que o peixe que eu comprei era premiado, e iria fazer um quadro com outro peixe para mim, ele pegou nosso endereço, telefone e disse que viria em nossa casa passear e trazer meu prêmio. Levamos todos os peixes que pescamos para nossa casa, e meu pai ficou limpando eles até meia noite. No outro dia eu tinha que acordar cedo para ir fazer quimioterapia em Botucatu, foi uma aventura.


Quando nos íamos para Botucatu fazer quimioterapia, alguns dias ficávamos na casa da Vera e do Vanderlei “Luxemburgo” para eu não cansar muito das viagens e para meu pai também economizar nas viagens. Vera, Vanderlei e seu filho Tiago, são legais para mim.


Eu ganhei uma cadeira de rodas motorizada; essa cadeira meu pai ganhou de uma empresa de farmácia de nome Apsen que fica em São Paulo, através da Internet. Gostei da cadeira, pois ela me leva para onde eu quero.


Fiz a sessão de quimioterapia pelo portokate no mês de fevereiro, porém, peguei uma infecção da “brava”, tive febre alta e tremia muito, por isso fui internado e acabei indo parar na UTI, novamente, para que fosse feito uma nova cirurgia para retirar o portokate, pois os médicos descobriram que minha infecção era no portokate. Fiz amizade com as enfermeiras e com as médicas da enfermaria, elas são legais, tinha até uma médica que era da Argentina, ela falava meio enrolada, mais dava para entender. Fiquei internado por dezoito dias lá na enfermaria, no isolamento, tomando antibiótico por causa da infecção que peguei; meu pai ficou comigo no hospital nesses dias e, durante este tempo, nós brincamos de truco, xadrez, rouba-monte, cara a cara, pega vareta, dominó etc..., num parquinho que ficava do lado de fora da enfermaria.


Também assistimos televisão, jogamos vídeo game juntos; ele me levava na escolinha e na informática que tinha lá; também me dava banho e me trocava. Recebemos muitas visitas de tios, avós, primos e primas. Assistimos na televisão o jogo do Palmeiras contra o São Paulo, foi vitória do palmeiras 4 X 1, foi demais, até ganhei uma Pepsi  que apostei com o Vanderlei que, até agora não me pagou, mas ele disse que vai pagar. Lá participamos de um aniversário de uma menina que também estava internada e, também, participamos de uma festinha de Páscoa; ganhei um ovo de Páscoa e um refrigerante neste dia.


O homem da loja de Barra Bonita veio em casa, com sua esposa e amigos e trouxe meu presente, um peixe de argila num quadro de madeira, era um Dourado e, também trouxe um pescador de argila, eles eram legais, disseram que quando fossemos para Barra Bonita passear era para avisar eles, para irmos conhecer suas casas.


Meus pais conseguiram um médico da Argentina para me ver, ele veio até a minha casa e se chama Elias Mateus, ele é médico de homeopatia e, após a consulta ele deixou vários remédios homeopáticos para eu tomar e outro para eu fazer inalação. Ele tomou café da tarde em nossa casa, tiramos fotos junto com ele, e eu até mostrei a ele meus hamster. Esse tratamento é para ajudar nos efeitos ruins da quimioterapia, ele virá uma vez por mês para me ver e trazer mais remédios.


Meu tratamento estava indo bem até que surgiu uma dor muito forte em minhas costas, próximo do tumor. Meus pais ficaram preocupados com minha dor e telefonaram para a doutora Lied, que pediu para fazer uma ressonância urgente. Fomos para Bauru e fiz uma ressonância das costas. Depois meus pais me levaram para Botucatu junto com o resultado da ressonância, e a Doutora Lied receitou uns remédios para minha dor. Passei a tomar mais remédios, sendo que um é de quatro em quatro horas, graças a Deus a dor passou. Voltamos depois para Botucatu para eu passar com outros médicos, médicos que entendem de dores, e me deram mais remédios.


Começou a trabalhar em casa uma mulher que se chama Cleide, ela é legal, faz café, chá e coisas gostosas para mim, quando eu peço.  Eu dei para Cleide um filhote de hamster, ela gostou muito e disse que ia dar para sua filha cuidar. Dei outro filhote de hamster para a Rosana que trabalha com meu pai. Coloquei minha hamster de nome “Biriguete” para namorar o meu hamster “Fred” na mesma gaiola, para eles terem filhinhos. Meu tio Fábio fez um churrasco na casa dele para nós e, neste dia, ganhei um peixe grande, um pintado, de um amigo de meus pais que se chama Hércules.


Vitor com seus tios e com Gabriel ainda
 na barriga de sua tia Léia
Ganhei também algumas tilápias e traíras de um amigo nosso que tem um pesque-pague em Cerqueira César. A nova quimioterapia que estou fazendo é muito forte, faço quatro sessões por mês, o dia todo. Ela fez eu perder metade de meus cabelos e, os remédios que estou tomando, fez eu ficar um pouco gordo. Vem várias pessoas me visitar em casa. Tem muitas pessoas rezando por mim. A Cleide que trabalha em casa disse que arrumou um outro emprego e vai sair de casa, mas mamãe e papai já providenciaram outra mulher para trabalhar em nossa casa, no lugar dela.


Minha tia Léia ganhou bebê no Hospital de Avaré, ele se chama Gabriel, um novo priminho São Paulino, é mole!


Se você quiser ler o resto desta história, compre a folha seguinte. (ainda estou escrevendo).






Cerqueira César - SP, 03/05/2008.
Vitor Lovison do Amaral {12 anos}"


Depoimento de Viviani:

Vivian - irmã de Vitor e torcedora alviverde
"Vivian também é Palmeirense roxa e torce para valer quando o Palmeiras joga. Ela gosta de jogar futebol e ficou com o uniforme do Palmeiras que era do Vitor e com a chuteira também. Haja coração para nós pais.


O Vitor apelidou sua irmãzinha Vivian de “Viva” ainda quando eu estava grávida dela, pois como ele não sabia falar direito, ele a chamava de “Viva” e assim ficou. Há pouco tempo achei o significado do nome da Vivian que quer dizer viva, com vida.
Um dia a Vivian falou que queria que fosse com ela a doença, porque menina brinca mais de boneca, casinha, isto é, a brincadeira é mais parada do que as brincadeiras de menino, devido ao fato do Vitor estar sem andar e não poder jogar bola como tanto gostava.


O Vitor um dia disse que ainda bem que essa doença não foi com a Vivian, pois ela é muito fraquinha e não ia agüentar. Eu ouvia e pensava: Meu Deus que filhos maravilhosos o Sr. me deu.


Meu coração de mãe sangrava cada dia, a cada hora e a cada minuto. Mas eu estava de pé, cuidando dos meus filhos. Chorei muitas vezes debaixo do chuveiro quando o Vitor não estava em casa e, também na igreja. Quando foi diagnosticado que o tumor voltou, corri para uma rua perto de casa, no bairro onde moro e gritei, chorei e depois me refiz para prosseguir até o fim.


Jovina com Clara, irmã do Vitor
Vitor e seu amigo Mauricio
Eu não tinha empregada doméstica antes do Vitor adoecer, tinha somente uma diarista, a Jovina a qual estava conosco desde que me casei e tive o Vitor e depois a Vivian, Jovina trabalha também de diarista na casa de minha mãe (vó Maria) e por isso é como se fizesse parte de nossa família. Me lembro que quando estava grávida do Vitor, nós duas fomos limpar o Lions Clube local onde foi realizado o meu casamento. O Vitor, desde que nós nos mudamos para nossa casa própria, no mesmo bairro que a Jovina mora, se tornou amigo do filho dela, o Maurício, eles jogavam bola juntos no campinho perto de casa, jogavam vídeo-game e jogos no computador. Maurício vinha sempre visitar e fazer companhia ao Vitor na época que ele estava doente.


Infelizmente quando o tumor do Vitor voltou, em 03 de dezembro de 2007, numa 2ª feira o Vitor começou a perder os movimentos de suas pernas pela 2ª vez e, neste dia, a Jovina estava fazendo faxina em nossa casa e, presenciou tudo. Tivemos então que correr com ele para um lado e para o outro, fazendo novamente mais exames de ressonância magnética e, logo em seguida, ele começou quimioterapia venal. Foi nesta época que ele teve que usar fraldas e eu e o Carlos é que dávamos banho e trocávamos ele. Neste período também, por causa da quimioterapia, ele passava muito mal, enjoava muito e vomitava bastante. Vitor ficava vários dias sem comer. Ele chupava muitas laranjas trazidas pelo meu tio Atílio, pois era o que ele conseguia ingerir. Até o cheiro de minha comida, que ele tanto gostava, fazia ele enjoar. Eu mantinha sua caminha sempre limpinha e cheirosa, seu quarto sempre arrumadinho, como ele sempre gostou e fazia de tudo para ele com todo amor e carinho.


Eu e o Carlos quando trocávamos ele, fazíamos brincadeiras para distraí-lo e ele acabava rindo, se descontraindo. O cansaço e o estresse neste período começou a pesar. Era muito sofrimento para mim e para o Carlos ver nosso filho sofrendo. Precisávamos ser fortes e passar tranqüilidade para ele, por isso eu fazia de tudo para que tivéssemos a mesma rotina de sempre em nossa casa. Recebíamos muitas visitas, por conta disto, o Vitor resolveu imprimir um papel no seu computador, cobrando pedágio para quem viesse visitá-lo com os horários e valores e, colou na porta do seu quarto o papel. A Lúcia, minha prima, mas que todos a chamam de tia Lúcia, pagava o pedágio trazendo acerola para o Vitor, pois ele gostava muito de chupar esta fruta. 


Como a Jovina não podia trabalhar em casa mensalmente (foi com muita tristeza em meu coração que tive que dispensá-la), pois ela fazia faxina em outras casas também, minhas irmãs me aconselharam a arrumar alguém para trabalhar em casa todos os dias, para que naquele momento tão difícil que nós estávamos vivendo, eu não me preocupasse com o serviço da casa (lavar roupas, passar, limpar a casa e o quintal) pois assim eu poderia me dedicar totalmente ao Vitor e a Vivian também. E quando eu precisasse sair para fazer compras no supermercado, ir a padaria, levar e buscar a Vivian na escola, o Vitor não ficaria sozinho, porque o Carlos estava no serviço.


Vitor com tios Zezito e Luciana
Neste período teve pessoas boas que me auxiliaram, como a Cleide que veio trabalhar em casa no mês de fevereiro de 2008. Foi meu irmão Zezito e minhas irmãs Léia e Vânia que  pagavam ela para mim, mas quem cuidada do Vitor em tempo integral era somente eu e o Carlos. Foi bom ter alguém para me ajudar com os afazeres domésticos para que eu pudesse cuidar exclusivamente do Vitor.


Como o Carlos ia para o serviço, durante o dia eu trocava o Vitor e dava seus remédios. Me lembro que uma única vez a Cleide precisou me ajudar a trocar o Vitor e ele, então constrangido, fechou os olhos e  levou seu bracinhos na frente tampando seus olhos e ela, disse a ele com muito carinho, que ela também tinha filhos e era para ele vê-la como uma mãe ou até mesmo como uma avó. Nesta época o Vitor estava pesado e, às vezes, era difícil para mim trocá-lo sozinha, mas  nas outras vezes que se seguiram e o Carlos não estava em casa para me ajudar, eu sempre procurei não pedir mais ajuda para não ver meu filho envergonhado, pois ele já estava virando um homenzinho. Meu Deus! Quanto sofrimento para nós, mas principalmente para ele.


Ele gostava da minha comida e por isso raramente a Cleide cozinhava para nós, mas me lembro até hoje como era a sopa que ela nos fazia e nós tomávamos quando chegávamos cansados e tristes de Botucatu-SP.


A Vivian até hoje não esquece os bolinhos de arroz que ela fazia para nós. O Vitor adorava que ela fizesse café da tarde para ele, pois ela sempre levava o café para ele no seu quarto, onde ele ficava no seu computador ou no vídeo game. Alias foi a Cleide que ajudou o Vitor dar o nome a sua história, se me lembro ela sugeriu “guerreiro”.


Cleide é uma senhora boa e humilde, ela é budista e me ensinou a meditar. O Vitor ouvia eu meditando e começava a me imitar, tirando sarro dizendo: “ não miorengui quiosque” e dizia que era para dar fome nele.


Cleide e Vitor
Teve um dia que o Vitor pediu para a Cleide que fosse com ele caçar formigas e a Cleide topou. E o Vitor foi com sua cadeira de rodas motorizada, eles entraram num terreno perto de casa, onde tinha um cupinzeiro e, a Cleide com seu pé desmanchava o cupinzeiro e pegava as formigas para o Vitor que, colocava dentro de uma caixa. Eles voltaram para casa com muitas formigas. A Cleide não se esquece disso até hoje e, tenho certeza de que nunca esquecerá. 


Segue foto dele com a Cleide.


Obs:- Um dia quando ela presenciou o Vitor chegando mal de Botucatu-SP, ela foi para o nosso quintal chorar e eu tive que pedir para que ela não chorasse pois o Vitor poderia ouvir. Ela não queria ver o Vitor sofrendo e pediu para sair de nossa casa, pois ela perdeu sua mãe com câncer também, quando ainda era pequena. Com a saída dela veio a Patrícia que divertia muito o Vitor e a gente com seu jeito simples, alegre e despojado de ser.


Vitor um dia me pediu para que levasse a Patrícia para conhecer o shopping e o cinema de Bauru-SP e, quando fomos fazer mais uma ressonância nele na CDI de Bauru-SP, levemos Patrícia junto. Vitor também quis levá-la para conhecer a UNESP de Botucatu-SP, o Mac. Donald’s e o Supermercado Pão de Açúcar, onde ele mostrou a ela os peixes congelados que vendiam lá, ela ficou encantada. No Mac. Donald’s o Vitor falou para ela escolher o lanche que quisesse que a gente ia pagar. Ele era muito gentil com ela e nasceu uma bela amizade entre eles e nós também.


Patrícia, Vitor e sua irmã Vivian
Patrícia tem um jeito divertido de falar, me lembro da expressão usada por ela para se referir a sua casa, ela dizia: “meu barraco” e o Vitor a imitava; dois dias antes dele partir, ele me disse que iria construir no futuro um barraco para ele perto de nossa casa. Patrícia nos fez rir muito num dos momentos mais tristes de nossas vidas e da vida do Vitor, pelas palavras engraçadas que ela dizia e pelas coisas divertidas que ela nos contava. Deus põe as pessoas certas nos momentos certos. Depois que o Vitor partiu, Ela neste período fazia companhia para mim que procurava me restabelecer pela perda do Vitor, ela ficou com a gente até janeiro de 2009. Após sua saída, voltei a ter somente diarista.  


Segue foto dele com a Patrícia.


Na época da doença do Vitor, eu mandei fazer vários cartãozinho com fotos dele, com seu nome completo e com os seguintes disseres: “Orem pela cura de nosso filho Vitor Lovison do Amaral de 12 anos – Pais Amaral, Viviani e sua irmã Vivian” e distribuía em todos os lugares que eu ia. Perdi a conta de quanto cartãozinho como este foi feito. 


Continuo outro dia.


Viviani."     

Meus amigos, se quiserem, podem enviar um e-mail pessoal aos pais do Vitor, Viviani e Carlos, pois eles ficarăo muito felizes.

carlosalbertodoamaral@hotmail.com
_________________________________________
Gostaria de dedicar este dia de Finados para as seguintes pessoas:

- Olinda de Paula Reis (avó paterna que já me enviou uma psicografia)
- Manuel Sebastião (avô materno)
- Ilce Domingues (Tia querida)
- Lucas de Oliveira Cunha (Ex-vizinho que morreu de acidente na rodovia que liga Uberaba-Uberlândia)
- Vô Zé (Avô materno de minha esposa que nem conheci)
- Vitor Lovison do Amaral (nosso guerreiro, que mesmo em outro plano espiritual, tem me ensinado muita coisa)
- Tatiana Madjarof (Uma garota especial que tem ajudado muitas pessoas a enviarem cartinhas de outros planos para seus familiares através do médium Celso em Uberaba)

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

15 anos do Guerreiro Vitor


Se estivesse entre nós Vitor faria hoje 15 anos. Infelizmente Deus possui planos que nem sempre é como nós desejamos.
Para comemorar esta data, teremos hoje depoimentos de sua avó Maria Luiza e de seus pais. Ao final do post, o blogue fez uma pequena homenagem.
Depoimento da avó/madrinha Maria Luiza:
Vitor com sua madrinha/avó



"Eu não era só avó do Vitor, ele também era meu afilhado de batismo.

Ele era um neto muito querido, amigo de pesca do vô Zé Lovison.

Quando ele saía do colégio, pois o colégio dele ficava na mesma avenida que nós os avós moramos, ele as vezes passava em casa. Um certo dia, quando tudo aconteceu, ele chegou em casa e disse:  - Oi vó! Que cheiro de feijão gostoso! Eu estava preparando o jantar e, como ele gostava do meu feijão, ele comeu um prato de feijão, mas primeiro ele colocou a mochila em cima da mesa que tenho na área e disse: - Sabe vó! Eu estou com uma dor nas costas, vim da escola andando como um bêbado, meus coleguinhas até vieram gozando de mim. Eu disse: -Vitor! Vamos no quarto da vovó que tenho um aparelho de fazer massagem. Peguei o aparelho e o Vitor deitou na minha cama, ergui a camisa dele, vi que as costas estava um pouco inchada e fiz uma massagem nele com uma pomada de arnica. Ele deu uma melhorada e foi jogar bola no meu quintal com o priminho dele que estava em casa, mais o Vitor caía muito.

O que aconteceu daquele dia em diante já foi contado na sua historinha e, agora, também está sendo contado pela minha filha Viviani.

Quando a Viviani e o Carlos, pais do Vitor, precisaram de nós, estávamos todos doentes. O avô do Vitor, meu esposo, em agosto de 2008, infartou e estava internado em São Paulo - SP; A mãe do Carlos, dona Maria, em maio de 2008, estava internada na UNESP de Botucatu-SP, pois operou de chagas no intestino e eu, Maria Luiza, em setembro de 2008, internada no Hospital de Jaú – SP, operada da cirurgia da coluna.

O Vitor quando estava internado na UNESP de Botucatu-SP, ligou para mim quando eu estava internada em Jaú-SP, dizendo que ele ia ter alta e, queria saber se eu iria ter alta também. Então eu disse: -Vitor! Se Deus quiser vou embora amanhã!

Quando recebi alta e cheguei em casa, o Vitor veio me visitar e, trouxe-me de presente uma imagem de Nossa Senhora com Jesus no colo e retribuiu todo carinho e atenção que eu dava a ele quando ele chegava do hospital. Vitor com sua cadeirinha de roda motorizada, entrou em meu quarto, deu três voltinhas e disse: -Vó! Fomos todos pro pau, eu, o vô e a vó Maria (avó paterna) e você, mas ninguém morreu, quando todos nós ficarmos bem, precisa um caminhão para levarmos para Aparecida do Norte, pois ele era devoto de Nossa Senhora Aparecida.

Na noite de sua partida para o céu, levaram-me para vê-lo, eu estava acamada e com um dreno nas costas. Sentei perto dele, rezei um terço da misericórdia, mas nem passou em minha cabeça que seria o ultimo dia de vida dele.

Beijei-o e disse: - Vitor! Vó te ama! E ele respondeu bem baixinho: -Eu também!
Vitor partiu por volta de 23h40min de um domingo, só que minha família, que são 5 filhas, 5 genros, 1 filho, 1 nora e 13 netos(hoje) deixaram para avisar eu e meu esposo, só de manhã, poupando-nos.

Três meses depois que o Vitor partiu, meu esposo, o vó Zé, infartou novamente, mas com a graça de Deus ele está bem. O que nos fortalece é um altar que tenho em minha casa. Coloquei uma foto do Vitor junto com Jesus e todos os meus santinhos. Quando preciso, ajoelho diante do altar e peço muitas forças para vencer nesta vida.

Nos aniversários do Vitor, que é em 25 de outubro, eu todo ano dava um tênis para ele e, mandava ele escolher na loja de calçados, Casa Progresso.Depois de sua doença, teve um período que ele voltou a andar, então deu tempo de presenteá-lo com um lindo tênis,  em seu último aniversário aqui com a gente, quando ele completou seus 12 anos.

15 anos – 25/10/2010.
Parabéns Vitor!
Deus te abençoe!
Desta Vó que te amou e ainda te ama, esteja você onde estiver.
Maria Luiza Lovison."

Depoimento de sua mãe Viviane:


"Daremos uma pausa nos relatos da vida do Vitor e em sua história para que façamos uma homenagem a ele pelo dia de seu aniversário que é hoje, vinte e cinco de outubro, Vitor se estivesse aqui estaria completando seus 15 anos, mas esteja ele onde estiver, sei que poderá receber todo nosso amor e carinho, o qual sempre recebeu de nós seus pais e de sua irmã Vivian, familiares e amigos. Sempre comemorávamos os seus aniversários com festa e em clima de muita alegria, pois o Vitor, assim como nós, sempre gostou de festa e ele adorava ganhar presentes nesta data tão especial que era comemorado o dia de seu nascimento e, todos os seus aniversários foram registrados com fotos que eu e seu pai tirávamos.

Vitor, a mamãe não se esquece de você um só dia, um só minuto, quero que saiba que a mamãe e o papai estão dando continuidade a sua história, a nossa história a qual vivemos juntos e, tenho certeza de que Deus é justo e por isso sei que sempre permitirá que você esteja entre nós, pois te amamos e sempre te amaremos por toda eternidade. Sei que estarás sempre ao nosso lado, esteja onde estiver olharás por nós e por todos aqueles que você tanto amou e sei que ainda ama. Jamais te esqueceremos, passe o tempo que passar.

Vitor sempre gostou de comemorar seus aniversários com muita alegria.

Certa vez, no mês de setembro de 2008, estando em sua cadeira de rodas e lutando contra o tumor na medula, disse a mim, sua mãe: “O melhor presente que eu já ganhei, foi a minha vida!”

Sei que apesar de tudo que passou, em um ano e cinco meses, lutando para viver, você foi muito feliz, antes e até mesmo durante sua enfermidade. Filho abençoado, iluminado e guerreiro!

Querido filho, você sempre estará em nosso coração e, não importa onde esteja, desejamos a você muitas felicidades, você merece tudo de bom e belo, pois sabemos que você vive, pois o espírito é imortal. Temos muito orgulho de você! Você nos ensinou muito! Fomos muito felizes com você ao nosso lado. Pena que você foi tão cedo, sentimos muito a sua falta!

Não é fácil continuar a vida sem você aqui, mas nossa missão ainda não terminou e temos certeza que você será sempre o nosso anjo guerreiro a nós ajudar a cumpri-la, pois graças a Deus temos a Vivian e agora também a Clarinha, a qual se parece muito com você Vitor. Elas precisam muito de nós e, nós delas.
Se você estivesse aqui, tenho certeza de que iria adorar sua irmãzinha caçula, assim como ficou feliz quando a Vivian nasceu.
Infelizmente não pudemos trocar de lugar com você, quando adoeceu.

Também sabemos que você não queria que tivesse sido com a gente e com ninguém de nossa família o que aconteceu com você.

Parabéns filho amado! Sempre te amaremos!
Deus te abençoe!
Com amor e carinho,
Seus pais Viviani e Carlos."

Mensagem da Vivian pela passagem do aniversário de seu irmão Vitor:

“Vitor! Feliz aniversário!
Eu te amo e nunca vou te esquecer e, parabéns pelos seus 15 anos!”
Vivian!

Homenagem do blogueiro ao Aniversário do Guerreiro alviverde:

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A História de um Guerreiro de 12 anos - Em Sorocaba, fazendo Radioterapia

Hoje irei dar continuidade na história do Vítor, com mais um grande depoimento de sua mãe e para minha surpresa e de voces leitores, um trechinho do diário de sua irmã Vivian. Na postagem de hoje, observei que tanto nas palavras do Vítor, quanto de sua mãe, que a radioterapia teve um papel secundário naquele momento. A união desta família prevalece sobre todas as dificuldades.
Vítor com suas primas Ana e Corina


"Eu, em Sorocaba, Fazendo Radioterapia


Eu fui para Sorocaba fazer radioterapia, comecei a fazer no dia 23/05/07, foi a minha primeira consulta, eu fui com minha mãe, meu pai e minha tia Cris e, estava chovendo na Avenida Washington Luiz onde fica a clínica Nucleon, local onde eu ia fazer 28 sessões.


No primeiro dia eu, meu pai e minha mãe dormimos no apartamento da tia Cris. Eu fiquei feliz por estar ao lado dos meus primos Renatinho e Rodrigo, e de meus tios Almyr e Cristina por poder matar a saudade.


Vitor com seu primos Renatinho e Rodrigo
 e seu amigo Vinicius
Nós três, eu, “Digo” e “Nato” (apelidos dos meus primos Rodrigo e Renatinho) jogamos vídeo game PS1 o dia inteiro; No segundo dia eu acordei 08:30 horas para fazer radioterapia, foram comigo a tia Cris, minha mãe e meu pai. Eu gostei muito das enfermeiras de lá, elas são muitos legais e simpáticas. Depois minha mãe foi embora, então ficou eu e meu pai em Sorocaba com minha tia Cris, tio Almyr e meus primos. Nós ficamos lá todos os dias. Além disso, no outro dia, depois da rádio, meu pai levou eu, “Nato” a tia Cris no Shopping para eu conhecer e, compramos um sorvete do McDonalds. Eu pedi um com casquinha de chocolate, com chocolate no meio. Custo do sorvete R$ 3,00 reais, e nós nos divertimos muito, depois todos voltamos para o apartamento e, contamos para “Digo” que, ficou com um pouco de inveja, mais depois entendeu e, o tio Almyr, nem me lembro se contamos pra ele, mas acho que a tia Cris contou.


No outro dia, depois da rádio, meu pai nos levou para passear, para sair um pouco do apartamento, então eu conheci uns amigos do “Nato”, e conheci também um barzinho que tinha lá embaixo do apartamento, depois disso, nós fomos lá na rua comprar cartão telefônico para poder falar com mamãe, e também comprar um jornal de esportes para papai ler. Então tia Cris nos chamou para tomar café da tarde, depois eu e “Nato” jogamos vídeo game. “Digo” chegou a tarde e eles foram treinar bola na quadra do apartamento e após, fomos dormir.


No outro dia, depois da rádio, meu pai foi procurar o setor de fisioterapia no Hospital de Sorocaba para mim e lá, esperamos mais ou menos duas horas para sermos atendidos e, então, as sessões ficaram assim: as 2ª, 4ª, e 6ª feiras, e começavam as  02:00 horas da tarde e terminavam as 06:00 horas.


Os fisioterapeutas se chamavam Maikon e Viviane. Eles judiavam muito de mim com os exercícios, eu chegava na casa da tia Cris esgotado, mais depois que eu saía da fisioterapia, meu pai sempre comprava um sorvetinho para mim.


No outro dia, depois da rádio, meu pai me levou para eu ver os preços do vídeo game PS2 que ia dar-me de presente de aniversário adiantado. No outro dia, ele me levou de novo na mesma loja e compramos o PS2, que foi meu presente de aniversário e, após, aproveitamos e fomos passear no Mercadão, lá vendiam um monte de coisas legais, como moedas antigas, notas antigas, frutas, feijão, arroz..., tudo que possa pensar. Do lado de fora, ficavam pessoas vendendo e trocando coisas, do tipo: eu troco esse meu relógio pelo seu, meu telefone pelo seu ventilador, e assim por diante. Após, voltamos para o apartamento da tia Cris com PS2 e instalamos na televisão do quarto do “Nato” e “Digo”.


No começo eu me empolguei com o vídeo game e esqueci que o “Nato” estava ao meu lado e queria jogar também, daí a tia Cris me deu uma bronca, então eu coloquei um jogo que dava para nós dois jogarmos ao mesmo tempo. Rodrigo chegou, daí eu coloquei um jogo que nós três gostávamos, e jogamos a noite inteira. Ficamos com vontade de não parar mais de jogar, não queríamos mais parar, mais paramos e fomos dormir.


No outro dia eu tive uma surpresa na rádio, pois a enfermeira disse que tinha uma loja na cidade, ela viu que eu gostava muito de boné e me deu o endereço de sua loja, e falou para eu ir lá e pegar um boné de presente, não importava o preço, podia ser do mais caro, do mais bonito. Então eu peguei um azul escuro, bem bonito e fui embora para casa da titia Cris, Na chegada tomei um banho e fui jogar vídeo game com meus primos. Comemos e depois, a noite, vimos a série Lost, sua 3ª temporada e no final, meu primo “Nato” que estava dormindo na sala, foi levado pelo tio Almyr para sua cama, e dormindo ele foi falando: “pára pai, pára pai...” foi muito engraçado e, em seguida, fomos dormir.


No outro dia, depois da rádio e da fisioterapia, eu só fiquei jogando vídeo game e, a noite, nós fomos assistir de novo a série Lost e, de novo, no final, meu primo “Nato” dormiu e quando o tio Almyr levou ele para cama, ele dizia assim: “quero frango, quero frango”,  foi demais. Depois dessa vez, ele não fez mais isso. No outro dia, meu pai levou eu, “Nato” e a tia Cris no Supermercado Carrefour fazer compras.


Cerqueira César - SP, 30/04/2008.
Vitor Lovison do Amaral {12 anos}"

Depoimentos de sua mãe e um pequeno trecho do diário da Vivian:


"Hoje vou falar um pouco de como foi difícil a época em que o Vitor e o Carlos ficaram em Sorocaba-SP.


O Vitor precisava fazer sessões de radioterapia e a Dra Lied nos encaminhou para a cidade de Sorocaba-SP, por lá ser um lugar melhor para este tipo de tratamento.


Vítor com os tios Cristina e Almyr
O dia em fomos levar o Vitor para Sorocaba-SP, pela 1ª vez depois que ele foi operado e iria iniciar o tratamento lá, tivemos que emprestado o carro dos meus pais, uma Parati branca, pois nós tínhamos um fusquinha verde e nele não cabia a cadeiras de rodas. Neste dia chegamos em Sorocaba-Sp a noite e, para piorar a Parati “pifou”, isto mesmo, ela parou de pegar assim que chegamos a Sorocaba-SP  e, então, ligamos para meu cunhado Almyr  e ele veio nos buscar com seu veículo e depois o Carlos e o Almyr voltaram para ver  o que teria acontecido com a Parati, ainda bem que, o Carlos foi verificar melhor e viu que tinha uma mangueira de água solta no motor e, ele mesmo arrumou, pois o motor havia fervido. Eu, o Vitor e a Vivian, enquanto isto, já estávamos acomodados no apartamento de minha irmã Cristina e, o Vitor já se distraia com os seus primos Rodrigo e Renatinho.


Tempo de provações. A gente com o filho doente e sem poder andar, com aquela doença ingrata e impiedosa e o mundo desabando ao nosso redor, por dentro e por fora.


Juro que não sei como agüentamos tantas dificuldades de uma só vez. Mas para frente vou relatar porque acabei de lhes dizer isto, mas as pessoas que acompanharam toda trajetória de nossa luta e de nosso filho, entendem o que digo.


Nestes momentos é que acredito que as orações que fazíamos é que nos mantínhamos de pé e firmes em fazer tudo que fosse preciso para que nosso filho fosse curado. Nesta época eu acreditava que existia uma possibilidade de cura.


Quantas vezes entrei sozinha nos consultórios do hospital da UNESP para falar com os médicos que cuidavam do Vitor e, com a Dra. Lied, a oncologista responsável pela quimioterapia infantil. Ouvia desde o início tudo que uma mãe que ama, jamais sonha em ouvir a respeito de um filho que é tão querido e amado e, para o qual sonha com que há de melhor para ele.


O Carlos ficava com o Vitor do lado de fora depois que ele era consultado para distraí-lo e, então, eu conversava com os médicos da neurocirurgia e com a Dra. Lied, a qual o Vitor tinha muito carinho e nós também. 


Bem..., voltando a falar do período que o Vitor fez radioterapia.


Minha irmã Cristina (a tia aspirina) e meu cunhado Almyr, moram em Sorocaba-SP em um apartamento no 3º andar e não possui elevador. O Carlos subia e descia com o Vitor no colo três andares, as vezes seis vezes ao dia, porque de manhã levava o Vitor na Radioterapia, na Clínica Nucleon e, a tarde, na fisioterapia do Hospital de Sorocaba-SP, sem contar que o Vitor gostava de descer para ver seus primos jogarem futebol na quadra do prédio. Não consigo nem imaginar o tamanho da força que Deus deu ao Carlos e ao Vitor nesta época.


Numa certa vez quando o Carlos estava subindo com o Vitor, ele acabou tropeçando e caiu com o Vitor no colo, mas graças a Deus o Vitor caiu em cima do Carlos e não se machucou e nem o Carlos. 


Neste período eu estava em Cerqueira César-SP com a Vivian. Precisava estar ao lado da Vivian também, pois ela sentia muito a nossa falta, principalmente de mim, sua mãe.
Também cuidei para que ela fosse a escola e não perdesse o ano letivo, pois ela estava fazendo a 3ª série na Escola Avelino Pereira.


Vítor, Carlos (pai), Vivian e
amiguinha Roberta
Nós almoçávamos e jantávamos na casa de minha mãe, depois vínhamos dormir em casa. Tínhamos uma vizinha chamada Márcia que tem uma menina que se chama Roberta e tem a idade da Vivian, então ela vinha brincar em casa, assim a Vivian se distraia um pouco e não ficava tão triste. A Márcia também me ajudou bastante nesta época, íamos na igreja rezar pelo Vitor. Eu e a Vivian tínhamos uma a outra e, nós conversávamos bastante a noite, antes de dormir. Sentíamos muita falta do Carlos e do Vitor. Foi um período muito difícil para nós quatro. A Vivian dormia na cama comigo, ela me dava forças para suportar a saudade que sentia do Vitor e do Carlos que estavam em Sorocaba-SP.


Vítor com Vinícius, seu melhor amigo
Sei que a Vivian sofreu muito e ainda sofre. Ela sempre me diz que chora por dentro para não nos deixar tristes. Ela rezava muito para o Vitor sarar, pois eles sempre foram muitos apegados, apesar de terem umas briguinhas básicas de irmãos. A diferença de idade deles é de 3 anos e 4 meses e, por isso Vivian sempre ficava atrás do Vitor desde pequena. Quando ele ia brincar na casa do Vinícius, ela queria ir junto e, o Vitor segurava em sua mãozinha e mesmo contrariado a levava junto. As amiguinhas dela também quando vinham em casa brincar com a Vivian, também brincavam com o Vitor e com seu amigo Vinícius. Nossa casa era um entra e sai de crianças, uma festa. Tenho relatos da Vivian em seu diário, na época que o Vitor estava doente, que ela acreditava que o Vitor iria sarar, com sua permissão ela me autorizou a relatar a vocês com as palavrinhas que ela aos seus 09 anos nos escreveu, como segue:  


“Comunicado
De: Vivian
Para: Mamãe e papai.
Assunto: Meus pais é demais.
Mamãe e papai, no momento em que a gente está passando é difícil, sempre com lágrimas nos olhos ou um sorriso no rosto.
Mas sempre vamos ter fé em Deus e nunca desista. Deus está olhando em nossa família.
Principalmente no Vitor, na vó e o vô e eu tenho fé que Deus vai mandar um milagre pra gente.
Vivian
Assinatura”


Obs:- O Carlos somente corrigiu três errinhos de português dela. (pasando,senpre e soriso)


Enquanto a Vivian estava na escola no período da tarde, eu tirava forças para continuar vendendo as lingeries e, assim, me distraia um pouco para que o tempo passasse mais rápido e aqueles dias intermináveis sem o Vitor e o Carlos acabassem logo. Foi a primeira que em  12 anos de casados, fiquei longe do Carlos também.


Nesta época nós tínhamos um cachorro, o Beethoven, que está com a gente até hoje, o Vitor ganhou da tia Lúcia e sempre gostou de jogar bola com ele. Vitor e  Beethoven tinham um carinho muito grande um pelo outro, quando o Vitor estava na cadeira de rodas e eu abria a porta da sala e, o Beethoven que era  e é obediente não entrava, então o Vitor se aproximava da porta e ele colocava sua cabeça perto do Vitor para ser acariciado. Era emocionante! Só que o Beethoven é o cachorro do Vitor, da Vivian e agora também da Clarinha.Também tínhamos o Fred, um hamster marrom , ou seja, um rato de estimação que as crianças ganharam de sua prima Aninha. 


O Vitor adorava o Fred. Ele e o Vinícius, seu melhor amigo de infância, sempre faziam casinhas com bloquinhos de madeira pelo chão da sala para brincar com o Fred. Lembro que o Vitor e a Vivian ganharam o Fred em janeiro de 2007 assim que chegaram da viagem que fizeram a São Paulo-SP. Depois eles juntaram o dinheiro que tinham para comprar uma gaiola com rodinha dentro para o Fred, pois o Vitor e a Vivian recebiam mesada todo mês no valor de R$10,00 cada. Esta mesada foi a maneira que o Carlos encontrou para as crianças pararem de chupar o dedo e largarem de seus cheirinhos (o Vitor chupava o dedo da mão direita com uma fraldinha e, a Vivian também chupava o dedo da mão direita com uma cobertinha). As crianças levaram a proposta do Carlos a sério, só que no começo, quando eles estavam dormindo, eles automaticamente esqueciam e chupavam o dedo, quando eu levantava de madrugada para cobri-los, eu via mas não tirava o dedo deles da boca, pois tinha dó.


No dia seguinte o Carlos me perguntava se eles estavam chupando o dedo enquanto dormiam e eu, mentia dizendo que não. Mas foi esta tática do Carlos de dar a mesada, que deu certo, em pouco tempo eles não chupavam mais seus dedos. Tenho a fraldinha do Vitor e o cheirinho da Vivian que é um pedaço do que sobrou de sua cobertinha, guardados até hoje. A Vivian recebe sua mesada até hoje, mais a do Vitor, depois que ele partiu.


Detalhe:- As crianças compraram o Fred escondido de nós e, esconderam ele no barracão da casa do vô Zé, mas minha mãe acabou contanto para o Carlos e depois para mim que fomos conhecer o mais novo membro de nossa família, o qual nos deu grande alegria e “trabalho”. Vendo que estavam tão felizes, nós não ficamos zangados com eles, mas só advertimos que eles iriam ter que ajudar a cuidar também.
Vítor, Vivian e Fred


O Fred partiu em janeiro de 2009. Nós sentimos muito e a Vivian chorou. Me lembro que íamos viajar para Aparecida do Norte neste dia.


Depois que o Vitor foi operado, nós compramos para ele alguns peixinhos e ele gostou de um em especial e, a tia Léia deu-lhe de presente. Chegamos em casa e o Carlos montou o aquário para ele na sala, de frente para o sofá onde ele ficava deitado. Pena que alguns dias depois, os peixinhos morreram porque estava muito frio e não tínhamos aquecedor de aquário. Vitor sempre adorou peixes, desde pequeno.


Vítor com sua mãe Viviani no
Hotel Lagoa
Sorte que neste mesmo dia que compramos os peixinhos, ele também ganhou um peixe Beta que ficava em um aquário pequeno, de sua prima Corina e por ser mais resistente, foi o único que sobreviveu. O Carlos sempre limpou os aquários dos peixes e, limpava a gaiola do Fred.
O Vitor mesmo estando sem poder andar, fazia questão de tratar dos peixes e do Fred com a ajuda de sua irmã Vivian. Penso que as crianças aprendem a ter responsabilidades com seus pais, talvez quando eles ainda são pequenos, não cumpram direito suas tarefas mas, tendo sempre o bom exemplo, um dia irão ser adultos responsáveis.


Continuo outro dia.


Um grande abraço desta mãe que se sente feliz em poder falar dos momentos felizes da vida do Vitor e em dar continuidade a história que ele não pode terminar de escrever.
Viviani."

Meus amigos, se quiserem, podem enviar um e-mail pessoal aos pais do Vitor, Viviani e Carlos, pois eles ficarăo muito felizes.

carlosalbertodoamaral@hotmail.com