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domingo, 4 de outubro de 2009
Alegria, Alegria
Caminhando contra o vento...
Mentira, até o vento está a favor! Num dia em que nem o Sálvio atrapalhou, apesar de tentar, o verdão vence e continua com 5 pontos de vantagem sobre o pobre e desbocado segundo colocado.
Não irei fazer análise da partida, mas passarei minhas impressões.
Figueroa não atuou tão bem como nas outras partidas, mas com a bola nos pés, oferece muito mais recurso aos companheiros, ao contrário do esforçado e sempre útil Wendel.
Maurício está jogando muito bem, nem sei porque um dia tivemos Jéci no time.
Danilo salvou um gol certo do Santos, onde mesmo caído, conseguiu dar um leve toque que desarmou ao mesmo tempo o chute certeiro de Madson ou Kléber Pereira.
Vágner Love, Diego Souza e Cleiton Xavier ficaram sumidos durante toda a partida, mas no momento derradeiro, apareceram e decidiram.
Robert entrou mais uma vez bem na partida.
O jogo foi muito bom, apesar da irritação causada pelo gol peixeiro. Além da vitória, o que mais me deixou feliz foi meu filho, que na sexta fez 3 anos de idade.
Ele passou o segundo tempo todinho gritando "vamos ganhar porco" e "chupa bambi". Vibramos e pulamos demais. Pelo visto já deixei garantido a mais importante das heranças a ele, que é ser palmeirense.
Lembranças de um clássico na baixada
Minha esposa é professora de Bioquímica de uma Faculdade próxima da cidade.
Em 2007 ela levou os alunos para um congresso de estudantes de biologia em Campinas, o chamado CAEB. Foi mais ou menos nesta mesma época, mas pegando o feriado do dia 12.
Ela passou a semana com os estudantes em Campinas e nos últimos dias de Congresso, a encontrei para irmos para Santos, no intuito de pegar uma praia e eu assistir ao clássico na Vila.
No dia seguinte que chegamos à Santos fui comprar meu ingresso, pra ficar junto com a torcida que canta e vibra. Pra minha surpresa ja tinha-se esgotado os ingressos para a torcida do Palmeiras, restando apenas para cadeiras onde ficaríamos misturados com a torcida peixeira (40,00) ou então ficando no meio da torcida do Santos (20,00). Preferi pagar mais caro, mas poder torcer mais "tranquilo".
Chegado domingo, deixei minha esposa no hotel (ela tava morrendo de vontade de ir, mas como meu filho tinha pouco mais de 1 ano, ele não poderia entrar), e fui em direção à vila. Não fui com uma camisa do Palmeiras, pois como estava indo sozinho, fiquei receoso de passar pelo meio da torcida do Santos, mas fui com uma camisa gola polo, toda com detalhes verdes.
Estacionei próximo à um canal que não me recordo o nome e caminhando até o estádio. Chegando perto do estádio, tinha vários botecos cheio de santistas, fui andando sem ficar olhando para os lados e chamar atenção.
De repente escuto: Pega o porquinho! Pega o porquinho! Foi aí que me dei conta que tinham me percebido. Continuei caminhando até o estádio, mas agora com passadas mais rápidas.
Chegando ao estádio, fui até o portão indicado para a entrada. Neste momento, fiquei ao lado do ônibus da Mancha, que ficava gritando o tempo todo tentando levantar o ônibus. Neste momento senti ali próximo um clima de "guerra", mas gostei muito.
Logo que entrei no estádio e passei pela catraca, tinha um cara que pegou meu ingresso e não colocou na mesma, colocando-o em seu bolso. Com certeza para revender. Prejuízo para o clube santista.
Como cheguei bem cedo, fiquei esperando ansioso pela partida. Ao meu lado tinha um senhor de idade, palmeirense. Do outro lado, vi 3 gerações de torcedores santistas. Achei muito bonito, pois na minha, tenho meu avô, pai, irmão, tios e primos, todos torcedores alviverdes.
Começado o jogo, percebia a tensão no ar. Jogo parelho, mas tinha algo estranho. Percebia que o torcedor mais novo torcia mais quando o Palmeiras atacava do que o inverso. No primeiro tempo, o Palmeiras vencia a partida por 1 x 0, gol olímpico do Caio.
No intervalo, comecei a conversar com o garoto, dizendo-lhe as impressões que possuía dele. Pra minha surpresa, ele disse que tanto ele, quanto o pai e o avô eram palestrinos, mas o pai dele o fez vestir a camisa do Santos para não ter problemas com a torcida. Entendi o lado do pai, querendo proteger seu rebento, mas não sei se faria o mesmo.
No segundo tempo, o Santos empatou a partida, gol do Renatinho, terminando em 1 x 1. O Santos era treinado na época pelo Luxemburgo, enquanto que o Palmeiras era comandado pelo Caio Júnior.
Terminada a partida, saí do estádio, peguei a maior chuva em direção ao meu carro e voltei para o hotel, para os braços de minha mulher e filho.
Ótimas lembranças.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Sardinhas
Recebi um comentário no blog dizendo que eu não estava preocupado com o jogo contra o Santos. Realmente não estou!
Desde que o Santos passou o comando do time para o pofexô, o time nunca mais foi o mesmo, apesar que o único mérito que este time teve foi eliminar o Palmeiras nas semi do Paulistão deste ano, porque depois disso o time só passou vergonha.
Antes do Luxa assumir o time, o problema era o gênio indomável do Fábio Costa e as "fofocas" entre elenco e mídia. Agora na "era Luxa", os problemas são outros:
Desde que o Santos passou o comando do time para o pofexô, o time nunca mais foi o mesmo, apesar que o único mérito que este time teve foi eliminar o Palmeiras nas semi do Paulistão deste ano, porque depois disso o time só passou vergonha.
Antes do Luxa assumir o time, o problema era o gênio indomável do Fábio Costa e as "fofocas" entre elenco e mídia. Agora na "era Luxa", os problemas são outros:
- Dispensa mal explicada do Brum;
- Emerson que dizem ter chegado gordo e baladeiro;
- Domingos que quebra o goleiro reserva;
- Dispensa do Domingos;
- Kléber Pereira, o matador que não mata ninguém.
Todos estes motivos, foram apenas alguns que me lembrei, não descarto ter muito mais problemas esquecidos ou até mesmo que não saem na mídia, pois o que deixa transparecer é que o elenco está totalmente desunido.
Quanto ao alviverde, somos líderes há várias rodadas, o time está coeso e muito unido. Os desfalques por contusão teimam em atrapalhar a equipe, mas o que mais me incomoda são as suspensões. Repararam que todo o jogo tem alguém da zaga suspenso?
O jogo será duro, mas pegar as sardinhas que não andam batendo em ninguém poderá ser gratificante.
Vágner Love, o artilheiro do amor e dos clássicos já deu seu alô, agora só resta esperar domingo e ver a festa verde na baixada.
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