
Ele é criticado, mas é amado.
Na partida do primeiro turno, encontrou uma suspensão para não ir contra seu amor.
Dias antes do segundo, foi visto, flagrado, fotografado, confraternizando com a maior organizada do clube amado, mas rival da torcida de seu atual clube.
Correu, lutou, brigou, machucou seu ex-parceiro.
Quase marcou, mas foi barrado pelo maior dos maiores dos goleiros, ainda bateu na trave.
Seu atual técnico o jogou na fogueira, retirando-o do campo para sofrer as vaias, talvez para Kléber ser o assunto, não seu trabalho, que não soube converter a posse de bola em oportunidades ou gols.
Kléber saiu vaiado, mas ovacionado.
No jogo dos Palestras, ele vestia o azul, mas seu coração batia pelo verde.
Kléber é contraditório, desperta paixões, mas exala a ira dos adversários, que diga o André Dias.
Kléber sabe o que quer de seu futuro. Quer voltar pra onde um dia foi amado, reverenciado. Quer fazer história e o único clube em que a história é viva e ainda pulsa, no meu pulso, nos arquibaldos e numerados, em diretores, conselheiros e alamedas.
Ele quer retornar ao Palmeiras e nós o aguardamos.
