Hoje fazem 15 anos que faleceu acidentalmente Airton Senna da Silva.
Sei que o tema é melindroso e tenho certeza que muitos não vão gostar do que escreverei, mas não posso me furtar sem dizer nada num dia em que a rasgação de seda é enorme.
Assim como quem torce para o Palmeiras não torce para os bambis, quem torcia para o Piquet não torcia para o Senna. Mas esse não é apenas o único motivo para que eu torcesse para o insucesso deste infeliz. Senna era um cara egoísta, que queria ganhar a qualquer custo. Conquistar era a prioridade, mesmo que tivesse que jogar seu carro sobre o adversário para a conquista de um campeonato.
Fazendo um paralelo com nossa realidade hoje, foi o que a dupla Mancini/Domingos fizeram com Diego Souza para tirá-lo da partida.
Piquet era o patinho feio (apelido que conquistou enquanto corria). Nunca teve o respeito da mídia em sua época de piloto, trabalhava junto com os mecânicos para o acerto do carro e mesmo quando estava na Willians e possuía um carro bom, tinha problemas com o favorecimento da equipe para seu companheiro (?) Mansell, como ocorreu estes tempos atrás com a McLaren apoiando ao Hamilton em detrimento ao então campeão mundial Alonso.
Mesmo assim, Piquet conquistou ao longo de sua carreira 3 títulos mundiais, contando praticamente com seu próprio esforço e mandando o resto plantar bananas (pra não dizer algo mais ofensivo).
Ao contrário de Piquet, Senna era carismático e contava demais com o apoio da mídia, onde a TV Globo transformou-o em herói nacional. Nos anos em que esteve no ápice de sua carreira, protagonizou grandes duelos, seja com Piquet, Mansell e principalmente Prost, atuando na mesma equipe (McLaren) e diferentes (MacLaren/Ferrari) e pouco antes de sua morte, perdeu TODAS as corridas para o mito que acabava de surgir Schumacher.
Schumacher acabou transformando-se no maior piloto de todos os tempos, o maior vencedor da categoria, assumindo o posto que Airton um dia queria chegar. De nada adiantou este oportunista jogar o carro sobre Prost para conquistar um campeonato, de parecer um leproso quando conquistou uma vitória (com todo o mérito) no Brasil num carro com problemas no câmbio e de ter abandonado a equipe que lhe deu tudo (McLaren) e ir para a Willians dar continuidade à sua busca pessoal de tornar-se o maioral, o mito.
Reconheço que foi um grande piloto, mesmo torcendo contra. Comparando-se hoje o vejo como os dirigentes bambis, onde não importa os métodos usados, seja eles certos ou errados, lícitos ou ilícitos (vide Madonnão). Sei que foi torcedor do gambá, mas este sentimento de vencer a qualquer custo, não tem como não fazer esta comparação.
E voces leitores o que acharam destas mal traçadas linhas?
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sexta-feira, 1 de maio de 2009
15 anos sem um Oportunista
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