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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Um grito de Indignação

Nos últimos tempos tenho ficado indignado com o rumo que o mundo tem tomado. A cada dia que passa, o que no passado era bárbaro, cruel ou desmoralizador, hoje passa a ser normal, corriqueiro.

Exemplos não me faltam para ilustrar minhas indignações, mas falarei apenas de algumas, pois ninguém gosta de posts longos e se fosse pra colocar tudo o que me irrita, tenho certeza que deixarei muitos de meus leitores com um péssimo início de dia.
Para iniciar, gostaria de demonstrar meu desprezo para o Sarney e sua família. Mas não só eles, pois os políticos tentam a todo o momento transformar o Congresso Nacional em pura banalização. Hoje considero aquele lugar mais sujo que um puteiro em final de noite, quando homens que já beberam e usufruiram de tudo o que tinham no local, restando apenas copos sujos e camisinhas pelo chão. Mas pelo menos nesses lugares, as moças trabalham honestamente, ganhando ali apenas o seu sustento, para cuidar de si e sua família, ao contrário dos políticos que usam seus cargos apenas como meio de pilhagem e não para votarem leis que ajudem a população a sair da miséria e alienação.

A barbárie tem tomado conta de nossa sociedade. Presenciamos à todo instante notícias de assassinatos, sequestros e violência sexual, principalmente contra menores. O pior de tudo é que a indignação fica somente até mudarmos de canal, ou no máximo enviando para algum amigo ou parente alguma apresentação de Powerpoint que alguém criou, mas com finalidade política oculta na mensagem, como uma que recebi há algum tempo atrás mostrando as mazelas do país com fotos chocantes, mas que no final dizendo que precisa de um "mineiro" para resolver os problemas, com alusão clara ao Aécio Neves, que arrota uma ótima administração, mas que deixa os professores do estado vomitarem toda a insatisfação. As pessoas usam a bárbarie para vender seu produto, seja seguro, kits de segurança ou vantagem política. Podre, muito podre!

Triste é o falso moralismo que tem corroído as mentes de muitas pessoas. Vivemos a era do politicamente correto, onde o bonito é parecer uns mauricinhos filhos de uma PUTA (lembremos das putas do congresso, não as profissionais liberais), com gel nos cabelos e o pensamento único. Temos de engolir um Kaká da vida ser considerado o melhor jogador brasileiro, mesmo sendo um futebol apenas de força física e correria, nenhum pouco lúdico. Meus sentidos viraram lixo ao ter de notar sua esposa pregar numa dessas igrejas mercantilistas que "Deus deu dinheiro ao Real Madrid para contratar o Kaká". Me poupem desta sordidez, prefiro a inocência.

Continuando no campo do moralismo, nestes dias uma professora baiana de educação infantil e alfabetização que infelizmente não guardei o nome, foi demitida de uma escola particular por ser flagrada dançando a música "Todo Enfiado" da Banda "O Troco" (coloquei o vídeo no final do post). Com uma coreografia toda sensual, onde as dançarinas enfiam a calcinha na bunda e levantam a saia, a professora foi flagrada por vários aparelhos celulares. Vale lembrar que a professora não estava alfabetizando naquele momento, mas estravazando na forma da bebedeira e da dança o moralismo há que estamos sujeitos no dia-a-dia. A pobre foi demitida, ridicularizada pelos vizinhos, teve de mudar e por hora perde o contato familiar com sua filha de sete anos. Essa é mais uma bárbarie que a sociedade impõe para que não faz parte de seu grupinho de politicamente corretos.
Se dependermos destes políticos estamos perdidos, pois já não se pode fumar por aí (não sou fumante, mas acho um exagero toda a proibição), daqui há algum tempo não poderemos mais beber em público e muito menos exibirmos um beijo romantico. Do jeito que tudo se encaminha, os motéis fecharão e sexo será apenas com sua própria mulher, na posição papai e mamãe e com as luzes apagadas. Transar com a namorada??? Nunca, pois a nova ordem é casar virgem!

Voltando sobre o assunto da professora, o "troco" que essa jovem de 28 anos não deseja ou imagina , poderá ocorrer justamente por conta do falso moralismo. A foto abaixo exemplificará bem o que esse moralismo exacerbado irá fazer. Essa será a vingança da professora baiana, da Banda "O Troco" e inclusive da música, "Todo enfiado".



A música não considero de melhor qualidade, mas o balanço da professora retribui toda a falta de sonoridade.

terça-feira, 31 de março de 2009

Torcida Indignada

O post anterior escrevi sobre o fato de dois assassinatos que houveram nos últimos tempos estarem envolvidos com torcedores ou ex-jogador cor de rosa. Houve algumas críticas, umas educadas outras nem tanto, onde fui "recriminado" inclusive por um suposto torcedor alviverde.

Escrevi o post um dia após a derrota para os bambinescos. Já tinha em mente escrever algo parecido antes, mas a fagulha geradora do post foi uma matéria de televisão da Record no domingo. Bastou um pouco do uso da realidade, mais uma pitada de indignação e associar as tragédias com um clube de futebol.

Talvez tenha errado ao colocar torcedores coloridos e assassinos no mesmo balaio, foi uma generalização. Claro que nem todo colorido é um assassino, ou o inverso. Mas devido ao costume de se acharem acima do bem e do mal, não respeitando a propriedade privada de outras instituições, tentando tomar um estádio inclusive na mão grande, além de não respeitarem o ser humano, seja ele torcedor, mãe ou a própria namorada, com todo o ódio que reside dentro de si, é um assassino/cretino ou um bandido latente.

Não foi eu quem sequestrou a ex-namorada e posei com a camisa bixistica na janela. Não foi um ex-jogador do meu time que por conta de um chifre esfaqueou sua ex. Que eu me lembre o único erro que vi, foi um de nossos ídolos do passado vestir um pano de chão numa pelada com uma classe política desconsiderável.

Espero que desta vez me entendam.