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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Deu Inveja

Agora de cabeça mais tranquila, gostaria de comentar alguns detalhes deste título da Copa do Brasil.

Em primeiro lugar, os gambás mereceram vencê-lo, pois jogaram com consistência TODOS os jogos. Único momento em que estiveram perto de cair fora foi contra os patéticos do Paraná, quando o time de Geninho deixou os gambás diminuirem a diferença. No jogo de volta com Ronaldo e o árbitro inspirados, conseguiram a classificação.

Dar os parabéns neste momento é pouco para os gambás e seu presidente. Andres o presidente torcedor, ou torcedor presidente, conseguiu pegar um time arruinado e sem estima em um esquadrão que joga duro e trouxe alegria ao seu torcedor.

Mas o maior acerto de Andres foi na contratação de seu treinador. Mano Menezes, apesar de seu envolvimento com o empresário, ajeitou o time, que apesar de não ser imbatível, deixou a equipe muito difícil de ser batida. Com a defesa sólida e um meio de campo pegador, rápido e criativo, criou-se uma base forte, tendo apenas o ataque como um empecilho para a formação de um time consistente. A contratação do Ronaldo (que é o único fora de série) e Jorge Henrique (nos jogos em que atuou o time não perdeu), juntamente com o prata da casa Dentinho, moldou-se uma equipe campeã.

Mano Menezes, assim como Luxemburgo, trouxe para o time jogadores difíceis de engolir, como Marcel, Perdigão, Bebeto e outros mais que nem me lembro, além do envolvimento com seu empresário. Mas apesar disso, Mano conseguiu montar uma equipe, e quando conseguiu um time ideal, parou com as experiências e deixou a equipe pegar conjunto, acertando alguns posicionamentos e aproveitando do brilhantismo e oportunismo do Ronaldo.

Minha inveja fica por conta de Andres, que soube fazer um time campeão e Mano Menezes, que moldou seu time muito bem, aproveitando ao máximo as características de seus jogadores.

Enquanto isso, ainda estamos sem técnico, sem planejamento e com a torcida em ponto de ter um ataque de nervosismo.

Queria dormir agora e quando acordar imaginar que tudo isso que eu escrevi não passou de um pesadelo.

Detalhe importante: Não fiz correções, pois minha ideia era aproveitar o máximo possível o pensamento original e tentar captar na íntegra os sentimentos que estou neste momento.